compartilhar no whatsapp
compartilhar no telegram
compartilhar no facebook
compartilhar no linkedin
Decisão de tirar professora do cargo gerou críticas à administração de Gilson de Souza
Depois de anos à frente da Educação Musical da rede municipal de ensino, a professora Lisiane Bassi deverá deixar a função que exerce, de coordenadora pedagógica e artística de educação musical. Ela já foi comunicada que será substituída.
Seu trabalho é reconhecido por colegas professores, estudantes e pessoas ligadas à arte e música em Franca. Sua exoneração causou muitas críticas ao prefeito Gilson de Souza (DEM) nas redes sociais, principalmente pelo Facebook.
Como as nomeações para cargos comissionados e funções gratificadas devem começar a ser publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira – com poucas exceções já publicadas nesta quinta -, ainda não há a confirmação de seu substituto.
O currículo de Lisiane é repleto de bons trabalhos, reconhecidos pela população e por pessoas da área. Ela implantou projetos de música que são gratuitos nas escolas, como o Rondó, na Frei Lauro, Afinarte, na escola Jose Mario Faleiros, além de outros em fase de implantação.
Há cinco anos, criou o coral da educação, que atende 150 alunos da rede municipal de ensino. Lisiane também coordenou e fez a produção artística do Projeto Musicando, que focava no conhecimento e execução do trabalho de músicos e intérpretes consagrados por crianças da pré-escola à quinta-série.
Foram realizadas apresentações, diante de um poliesportivo lotado, pelas crianças, de trabalhos de Toquinho, Elba Ramalho, Diogo Nogueira, Dorival Caimmy, Milton Nascimento e Gilberto Gil.
Lisiane também coordenou o projeto Natal Luz, realizado todos os anos nos jardins do Complexo Champagnat, que lhe rendeu convite para levar a ideia para o México.
Apesar das manifestações contrárias à sua saída, Lisiane foi discreta ao comentar a decisão do prefeito. “Fizemos muito para nossos alunos e consequentemente para.a cidade. Hoje estou consciente do quanto somos respeitadas pelas pessoas, Impressionante o volume de mensagens e telefonemas. Mas estou na sala de aula, onde tudo começou . Estamos vivas. Bola pra frente. Vamos fazer o nosso trabalho com mais e mais crianças, elas são realmente as que mais precisam e merecem”.