Da gastronomia à saúde: conheça benefícios do consumo de alho e quem deve evitar

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 1 de fevereiro de 2026 às 07:30
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Ingrediente também desperta interesse em áreas de saúde natural e medicina alternativa

Utilizado há séculos como condimento e na culinária caseira, o alho continua a despertar interesse nas áreas da saúde natural e da medicina alternativa (Foto Arquivo)

 

Embora o alho ocupe um lugar privilegiado na culinária e na medicina popular, nem todos devem consumi-lo regularmente.

Este alimento, valorizado pelos seus efeitos benéficos para a saúde cardiovascular e pela sua ação antimicrobiana, também pode causar efeitos adversos em certos grupos.

Portanto, saber quem não deve consumir alho é fundamental para evitar riscos desnecessários.

Utilizado há séculos como condimento e na culinária caseira, o alho continua a despertar interesse nas áreas da saúde natural e da medicina alternativa.

No entanto, especialistas alertam que o seu consumo nem sempre é inofensivo e que existem situações em que é aconselhável limitar ou evitar completamente o seu consumo.

O que é e por que tem efeitos tão poderosos?

O alho (Allium sativum) pertence à mesma família da cebola e do alho-poró. Seu principal composto ativo é a alicina, uma substância liberada quando o alho é amassado ou picado, o que explica tanto seu odor forte quanto muitos de seus efeitos biológicos.

Essa molécula é responsável por muitas de suas propriedades relacionadas ao sistema cardiovascular, à circulação sanguínea e à sua suposta ação antibacteriana.

No entanto, essa mesma potência pode ser problemática para pessoas com certas condições de saúde.

Usos mais frequentes do alho na saúde do dia a dia

Além de seu papel na gastronomia, o alho é um dos ingredientes principais dos chamados remédios caseiros.

Popularmente, são-lhe atribuídos benefícios como:

– Ajuda a regular o colesterol e a pressão arterial;
– Ajuda a controlar o açúcar no sangue;
– Alivia desconfortos digestivos leves;
– Proporciona benefícios em casos de fígado gorduroso.

Embora alguns desses efeitos tenham respaldo científico parcial, seu uso não substitui os tratamentos médicos e deve ser avaliado de acordo com cada caso específico.

Quem deve evitar ou limitar o consumo de alho?

Apesar dos seus benefícios, existem situações em que o consumo de alho pode ser contraproducente. Os principais grupos de risco incluem:

– Pessoas com alergia ao alho podem apresentar desde reações cutâneas até quadros clínicos graves;
– Quem tem problemas de coagulação ou vai se submeter a uma cirurgia deve evitar o alho, pois ele pode causar sangramento;
– Pessoas com distúrbios gastrointestinais, como síndrome do intestino irritável, refluxo ou úlceras, devido ao seu teor de frutano;
– Pacientes com pressão arterial baixa ou hipoglicemia, pois o alho pode agravar essas quedas;
– Pessoas que tomam anticoagulantes, certos tratamentos para HIV ou contraceptivos, devido a possíveis interações;
– Pessoas com problemas de tireoide, pele sensível ou durante a gravidez são situações em que é recomendada precaução especial.

Comida saudável que não é para todos

O alho continua sendo um alimento valioso em uma dieta equilibrada, mas não deve ser consumido indiscriminadamente.

Como acontece com muitos produtos naturais, o que é benéfico para alguns pode ser problemático para outros.

Em caso de dúvidas ou problemas de saúde preexistentes, é aconselhável consultar um profissional de saúde antes de incorporar ou aumentar o consumo de alho, mesmo em sua versão “natural” ou caseira.

Fonte: Folha de Pernambuco


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