Em Ribeirão, mulher foi estuprada. Em Franca, Câmara estuda medidas para impedir situações semelhantes
Em Ribeirão, mulher foi estuprada. Em Franca, Câmara estuda medidas para impedir situações semelhantes
A Câmara Municipal de Franca tramita um projeto de lei que institui a obrigatoriedade do cadastro dos clientes nas imobiliárias de Franca.
O projeto é de autoria do vereador Daniel Bassi, que se baseou em legislação semelhante aprovada e instituída em Ribeirão Preto, e outros municípios.
O objetivo do projeto é reforçar a segurança pública do município, principalmente das mulheres, e evitar também a prática de furtos em imóveis na cidade.
A motivação de Bassi é evitar a ocorrência do “golpe da chave” em Franca. O delito, consiste em um marginal, se passando por cliente, retirar chave de um imóvel na imobiliária e fazer cópias da mesma, tendo livre acesso ao local.
Tal fato gerou graves consequências perto de Franca. O “golpe da chave” vitimou recentemente uma mulher em Ribeirão, que foi atraída para realizar um trabalho de reforma em um imóvel vazio e acabou estuprada por um marginal foragido, com mais de 90 anos de cadeia a cumprir, de posse da cópia da chave do imóvel (veja link no final da matéria).
Cadastro
De acordo com o projeto de lei, todas as pessoas que pegarem as chaves de imóveis serão previamente identificadas pelos estabelecimentos responsáveis pelos imóveis.
Os interessados terão de apresentar documentos e ser fotografados para depois terem acesso às chaves dos imóveis, facilitando a identificação posterior na ocorrência de algum ato ilícito.
“O projeto prevê o cadastro, que reforçará a segurança pública de Franca, impedindo de repente um estupro, como ocorreu em Riberão, e também crimes contra o patrimônio, como furto de fios e outros materiais nos imóveis pelos falsos interessados, tudo em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados”, disse Daniel Bassi.
O vereador afirmou que está certo do apoio imobiliário, pois o cadastro é, segundo ele, uma medida simples, porém efetiva de proteção às pessoas e ao patrimônio.
“Vamos ouvir o setor, as autoridades de segurança, o Judiciário e a população nas próximas semanas”, concluiu Bassi.
Veja sobre o estupro ocorrido em Ribeirão no link: