O principal cuidado deve estar no padrão alimentar como um todo, na quantidade consumida normalmente no dia a dia
A presença de gordura na carne costuma gerar dúvidas na hora de montar uma refeição. Afinal, é preciso retirar toda a gordura antes do consumo ou uma pequena quantidade pode fazer parte de uma alimentação equilibrada?
A resposta depende principalmente da quantidade e da frequência de consumo. A gordura da carne não é necessariamente prejudicial por si só, mas o excesso de gordura saturada na alimentação pode contribuir para o aumento do colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”, e elevar o risco de doenças cardiovasculares diversas.
Carnes mais gordurosas, especialmente alguns cortes bovinos e suínos, podem apresentar uma quantidade significativa de gordura saturada. Por isso, para quem consome carne com frequência, optar por cortes mais magros e retirar a gordura aparente pode ser uma estratégia para reduzir esse consumo.
Isso não significa, porém, que seja necessário eliminar completamente a gordura da alimentação. O organismo precisa de gorduras para desempenhar diversas funções, e a qualidade da gordura também é importante.
Gorduras insaturadas, presentes em alimentos como azeite, castanhas, sementes e alguns peixes, são consideradas opções mais favoráveis à saúde cardiovascular.
Outro ponto importante é a forma de preparo. Frituras e preparações que acrescentam grandes quantidades de óleo, manteiga ou outros ingredientes gordurosos podem aumentar consideravelmente o valor calórico da refeição.
Assim, para quem gosta daquela pequena “gordurinha” na carne, o consumo ocasional de uma quantidade moderada não significa, automaticamente, um risco à saúde. O principal cuidado deve estar no padrão alimentar como um todo, na quantidade consumida e na frequência.
Para uma alimentação mais equilibrada, a recomendação geral é variar as fontes de proteína, priorizar carnes com menor quantidade de gordura aparente e evitar o consumo excessivo de carnes muito gordurosas e processadas.
Pessoas com colesterol elevado, doenças cardiovasculares ou outras condições que exigem restrições alimentares devem seguir as orientações individualizadas de médico ou nutricionista.