Borrifar perfume no pescoço faz mal à saúde? Veja respostas de especialistas

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 21 de agosto de 2026 às 21:00
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Alertas na internet apontam riscos à tireoide, mas dados científicos descartam ligação com câncer e apontam alergia na pele como perigo real

Borrifar perfume no pescoço faz mal à saúde? Veja o que diz a ciência sobre a tireoide e alergias (Foto Arquivo)

 

Um vídeo viralizado nas redes sociais acendeu o debate sobre o hábito frequente de borrifar perfume diretamente na região do pescoço.

O conteúdo sugere que a aplicação da fragrância na área exporia a glândula tireoide a componentes químicos e substâncias conhecidas como disruptores endócrinos, potencialmente elevando o risco de disfunções hormonais e até de câncer.

No entanto, especialistas e entidades médicas, como a Cancer Research UK, esclarecem que não existem evidências científicas de que a aplicação tópica de perfume sobre o pescoço cause danos seletivos à tireoide ou aumente a incidência de tumores.

Absorção Cutânea e a Mitos sobre a Tireoide

A tireoide é uma glândula em formato de borboleta situada na parte inferior do pescoço, protegida por diversas camadas de pele, músculos e tecidos conjuntivos.

Quando um perfume entra em contato com a pele, parte de sua composição evapora e apenas uma fração mínima penetra na epiderme para atingir a corrente sanguínea. A aplicação próxima a um órgão não significa que a substância vá migrar diretamente para ele.

Além disso, embora compostos como os ftalatos (usados para fixar fragrâncias) passem por reavaliações regulatórias, o corpo humano os metaboliza e expulsa rapidamente através da urina.

Riscos Reais e Comprovados para a Pele

Apesar de não afetar a tireoide, o uso direto de fragrâncias no pescoço exige cuidados com a saúde dermatológica. Os efeitos adversos mais bem documentados pelos médicos são:

Dermatite de contato alérgica: Erupções cutâneas, vermelhidão e coceira provocadas pela sensibilização do sistema imunológico a certos componentes do produto;

Reações fototóxicas: Queimaduras e manchas escuras resultantes da exposição ao sol após a aplicação de perfumes contendo óleos cítricos (como a bergamota);

Enxaqueca: Pessoas com sensibilidade olfativa ou histórico de enxaqueca podem ter crises desencadeadas pelo cheiro forte do perfume.

Dermatologistas orientam que, ao notar vermelhidão ou ardência na pele, o uso do produto deve ser interrompido imediatamente. Opções “naturais” ou rotuladas como “livres de ftalatos” também podem conter óleos essenciais e demandam atenção em peles sensíveis.

Fonte: Aqui – Correio Brasiliense


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