Cão lambendo as patas em excesso pode indicar problemas físicos e mentais

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 11 de setembro de 2026 às 19:30
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Hábito comum em cães pode sinalizar desde alergias e dores articulares até estresse e ansiedade; veterinária explica como diferenciar os sintomas

Cão lambendo as patas em excesso pode indicar problemas físicos ou mentais? Descubra o que causa o comportamento e como ajudar seu pet (Foto G1)

 

O hábito compulsivo de lamber as patas costuma acender um alerta importante nos tutores. Embora pareça apenas uma mania de limpeza, o comportamento pode esconder problemas físicos ou emocionais.

De acordo com a médica veterinária Manuela Sena, a região exata em que o animal foca o incômodo ajuda a identificar a origem do problema.

Antes de rotular o ato como tédio ou ansiedade, especialistas reforçam que é fundamental descartar causas orgânicas por meio de exames clínicos, priorizando a exclusão de infecções, inflamações ou traumas.

O Que a Localização da Lambedura Revela

Parte superior das patas: Costuma indicar quadros de ansiedade, estresse ou tédio, especialmente quando o cão cria lesões persistentes em um único membro;

Entre os dedos e almofadinhas: A coceira intensa nessa região geralmente aponta para processos alérgicos causados pelo contato com grama, pólen ou produtos de limpeza;

Articulações específicas: O foco em uma única articulação costuma ser sinal de dor física, como artrose, ou de ferimentos invisíveis, a exemplo de queimaduras nos coxins provocadas por asfalto quente.

Riscos da Umidade e Cuidados Necessários

Um dos sinais mais claros de que o cão está lambendo a região em excesso é a mudança na coloração da pelagem, que adquire um tom avermelhado ou amarronzado devido à oxidação da saliva.

Essa umidade constante altera o pH da pele e favorece a proliferação de bactérias e fungos, abrindo espaço para infecções secundárias.

Especialistas alertam que recorrer a broncas ou colocar um colar elisabetano (cone) de forma definitiva não resolve o problema, pois a raiz do incômodo continuará ativa.

O tratamento exige avaliação veterinária para cuidar da dor física ou implementar o enriquecimento ambiental e mudanças na rotina em casos de fundo emocional.

Fonte: É o Bicho!


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