O que a psicologia revela sobre as pessoas que amam cachorros?

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 10 de setembro de 2026 às 21:00
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Estudos científicos e pesquisas na área da psicologia apontam que o afeto profundo pelos cães traz benefícios emocionais e reflete traços positivos de personalidade

O que a psicologia diz sobre as pessoas que amam cachorros? Descubra os traços de personalidade, benefícios e os limites dessa paixão (Foto Arquivo)

 

Ter um cachorro em casa vai muito além de garantir companhia: para milhões de pessoas, os animais são verdadeiros membros da família. Mas o que a ciência e a psicologia dizem sobre quem nutre esse amor incondicional pelos pets?

Investigando essa relação profunda, a psicóloga e adestradora Vanessa Carral conduziu um estudo publicado no periódico Society & Animals Journal (e repercutido pelo portal Hola!).

Segundo a pesquisadora, esse vínculo responde a uma busca humana fundamental: “Esse sentimento que nos une aos nossos animais de estimação responde a essa necessidade incansável do amor puro, ilimitado, com o qual sonhamos”.

Os cães oferecem afeto genuíno e constante, independentemente do humor, vitórias ou frustrações de seus tutores.

Perfil Psicológico e Benefícios

Ao contrário do mito de que quem gosta muito de animais seria antissocial, pesquisas colaborativas conduzidas por universidades americanas (Flórida, Carroll e Marquette) mostram que os tutores de cães tendem a ser mais extrovertidos, sociáveis, expressivos e calorosos.

O levantamento também aponta outros traços marcantes em quem ama cães:

Consciência social e organização: Demonstram maior respeito por normas sociais, pragmatismo e tendência a manter a ordem na rotina;

Empatia e paciência: São indivíduos geralmente associados a altos níveis de tolerância, sensibilidade e afeto;

Apego à natureza: Apresentam forte preferência por atividades ao ar livre.

Do ponto de vista emocional, viver com um pet liberta do sentimento de solidão, gerando uma sensação reconfortante de ser amado, útil e acompanhado.

Quando o Amor Excede o Equilíbrio

Apesar de extremamente saudável, a psicologia faz um alerta sobre os limites desse afeto. Vanessa Carral ressalta que o amor pelos animais é benéfico desde que mantido de forma positiva.

Se o comportamento se torna rígido ou excludente a ponto de isolar o indivíduo da vida social, o sentimento deixa de ser saudável e passa a configurar um quadro obsessivo ou patológico.

Quando cultivado com equilíbrio, porém, é uma das relações mais ricas para o bem-estar humano.

Fonte: O Globo


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