Especialista lista as consequências do estresse diário para o cérebro; veja quais

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 29 de maio de 2026 às 19:30
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Mestre em ciências médicas, a psiquiatra Bianca Schwab aponta as condições que podem ser desencadeadas devido ao estresse diário

Relatório global revela que 42% dos brasileiros sofrem com estresse; especialista alerta para o risco de depressão, insônia e declínio cognitivo (Foto Arquivo)

 

Um levantamento global do World Mental Health Day traz um alerta preocupante: o Brasil é o quarto país que mais sofre com estresse no mundo, com 42% da população relatando o sentimento de forma constante.

O índice acende um sinal vermelho para os impactos dessa condição na saúde física e mental dos brasileiros.

Segundo a psiquiatra Bianca Schwab, mestre em ciências médicas, o grande perigo reside no estado de alerta contínuo.

“O cérebro permanece ativado por tempo prolongado, interferindo na regulação do humor, do sono e das emoções”, explica. Quando o estresse deixa de ser pontual e se torna crônico, ele deixa de ser um mecanismo de defesa para se tornar um gatilho de doenças.

Riscos para a Cognição e o Corpo

O estresse persistente não afeta apenas o emocional, mas causa danos físicos reais ao organismo. Entre as principais consequências citadas pela especialista estão:

Transtornos Mentais: Aumento significativo no risco de ansiedade, depressão e insônia.

Funções Cognitivas: Impacto direto na atenção e na memória, podendo levar ao declínio cognitivo a longo prazo.

Saúde Física: Alterações no sistema cardiovascular, aumento da pressão arterial e enfraquecimento do sistema imunológico.

O Equilíbrio Necessário

A médica ressalta que o estresse, em níveis baixos e períodos curtos, pode até ser útil para o foco e a reação. O problema é a falta de pausas para recuperação.

“O mais importante é ajudar o organismo a sair do estado de alerta e retornar ao equilíbrio”, aconselha Bianca.

A condição não deve ser encarada apenas como um “desconforto passageiro”, mas como um fator que exige atenção médica e mudanças no estilo de vida para preservar a qualidade de vida e a longevidade.

Fonte: Metrópoles


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