segunda-feira, 5 de outubro de 2026 segunda-feira, 5 out 2026 18° 23°/17° Franca
Boi gordo · FrancaR$ 358,0002/10/20263,5%
Café arábica · FrancaR$ 1.680,0005/10/20266,3%
Laranja pêra · FrancaR$ 27,8305/10/20260,6%
Milho · FrancaR$ 61,9305/10/20263,2%
Soja · FrancaR$ 138,0029/09/20266,2%
Algodão pluma · SPR$ 144,0022/09/20261,4%
DólarR$ 5,2202/100,3%
EuroR$ 5,8802/100,6%
Selic13,75%04/11/20260,0%
BitcoinR$ 449.988,0004/100,9%
Boi gordo · FrancaR$ 358,0002/10/20263,5%
Café arábica · FrancaR$ 1.680,0005/10/20266,3%
Laranja pêra · FrancaR$ 27,8305/10/20260,6%
Milho · FrancaR$ 61,9305/10/20263,2%
Soja · FrancaR$ 138,0029/09/20266,2%
Algodão pluma · SPR$ 144,0022/09/20261,4%
DólarR$ 5,2202/100,3%
EuroR$ 5,8802/100,6%
Selic13,75%04/11/20260,0%
BitcoinR$ 449.988,0004/100,9%

Meu filho (a) não come nada: frescura ou rejeição do organismo?

Entenda quando a recusa alimentar é um sinal de alerta biológico e como a genética explica a seletividade

Compartilhar
Meu filho (a) não come nada: frescura ou rejeição do organismo?
A frase “ele não come nada” costuma vir acompanhada de um julgamento social rápido: é birra, falta de limites ou “frescura” (Foto Arquivo)

 

Ver o prato cheio voltar para a cozinha intocado é uma das maiores frustrações de pais e cuidadores. A frase “ele não come nada” costuma vir acompanhada de um julgamento social rápido: é birra, falta de limites ou “frescura”.

No entanto, reduzir a rejeição alimentar a um problema puramente comportamental é uma leitura perigosa e simplificada.

A medicina contemporânea aponta para um dado central: o corpo humano, especialmente na infância, possui mecanismos de defesa que funcionam antes mesmo da consciência racional.

Muitas vezes, a criança não come porque seu organismo identificou aquele alimento como uma ameaça.

O corpo fala antes da criança

A ideia de que a criança recusa alimentos apenas para testar limites ignora a biologia. O organismo infantil é altamente sensível e reage a estímulos que, para os adultos, podem passar despercebidos.

Segundo o Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-PhD em Neurociências e especialista em Genômica, essa recusa pode funcionar como um marcador biológico.

“O organismo não rejeita sem motivo; ele aprende, por vias neuroquímicas e sensoriais, o que lhe causa desequilíbrio”, explica o especialista.

Isso significa que a aversão ao brócolis ou ao leite pode não ser um capricho, mas uma resposta neurobiológica de proteção.

Eixo intestino-cérebro

Essa comunicação interna acontece através de uma via complexa conhecida como eixo intestino-cérebro.
Mediados pelo nervo vago e por núcleos do tronco encefálico, o sistema digestivo e o cérebro “conversam” o tempo todo.

Neurotransmissores como a serotonina e a dopamina entram em cena para associar a comida ao prazer ou à aversão. Se o corpo detecta perigo, a ordem química é clara: não coma.

Quando não é frescura: 5 causas fisiológicas

A literatura médica sustenta que a rejeição alimentar persistente deve ser encarada como um sinal de alerta fisiológico.

Existem fatores genéticos e anatômicos que tornam o ato de comer desconfortável ou até doloroso para a criança.

1. Predisposição genética e intolerâncias

Você sabia que nem toda reação negativa a alimentos é uma alergia clássica? Existem polimorfismos genéticos (variações no DNA) que afetam a função renal, a inflamação intestinal ou o metabolismo de proteínas.

Essas condições geram desconfortos “subclínicos”. A criança não sabe explicar que sente um mal-estar sistêmico, mas o corpo dela sabe.

Como resultado, ela evita o alimento associado a essa sensação ruim, mesmo sem entender o porquê.

2. Hipermobilidade e deglutição

Crianças que estão no espectro da hipermobilidade apresentam uma elasticidade maior nos tecidos do corpo. Isso inclui a musculatura da boca, da garganta (orofaringe) e do esôfago.

Indicadores Agro
Boi gordo arroba · Franca
R$ 358,00 3,5% 02/10/2026
Café arábica saca 60kg · Franca
R$ 1.680,00 6,3% 05/10/2026
Laranja pêra cx 40,8kg · Franca
R$ 27,83 0,6% 05/10/2026
Milho saca 60kg · Franca
R$ 61,93 3,2% 05/10/2026
Soja saca 60kg · Franca
R$ 138,00 6,2% 29/09/2026
Algodão pluma 15kg · São Paulo/SP
R$ 144,00 1,4% 22/09/2026
Atualizado 05/10 06h00 · Agrolink · Franca/SP (dia)

Essa característica pode dificultar a deglutição, causando a sensação de que a comida “não desce” ou gerando engasgos frequentes.

Nesse cenário, parar de comer é um mecanismo instintivo de autoproteção contra o sufocamento.

3. Sensibilidade sensorial aumentada

Em perfis neurodivergentes, é comum haver alterações no processamento sensorial. Áreas do cérebro como o córtex insular e o tálamo podem apresentar hiperatividade, por exemplo.

Para essas crianças, texturas (como purês ou pedaços de carne), temperaturas e odores são percebidos de forma muito mais intensa.

Previsão do tempo · Franca
⛅
18°
Franca/SP
Mín 17° · Máx 23°
Umidade 92%
Ter
🌧
25°
18°
Qua
🌧
28°
18°
Qui
🌧
29°
17°
Sex
🌧
30°
18°
Sáb
🌧
31°
18°

O cheiro de um refogado pode ser insuportável, não por escolha, mas por uma sobrecarga neural real.

4. Dificuldades digestivas funcionais

O sistema digestivo da criança pode apresentar imaturidade enzimática ou baixa produção de bile.

Isso dificulta a quebra de gorduras e proteínas. O resultado? O sistema digestivo sinaliza “estresse” toda vez que esses alimentos são ingeridos.

A resposta comportamental imediata é a evitação do prato que causa essa digestão difícil.

Inflamação silenciosa: um inimigo invisível

Outro ponto crucial levantado pelo Dr. Fabiano de Abreu é a inflamação de base genética.
Crianças que rejeitam comida e, simultaneamente, apresentam cansaço excessivo ou alterações na pele podem estar inflamadas.

Essa “fadiga metabólica” tira o apetite e aumenta a seletividade. O corpo está ocupado tentando combater a inflamação e economiza energia na digestão.

A inteligência genética como aliada

Para auxiliar pais e médicos a distinguirem o que é comportamento do que é biologia, a ciência tem avançado na análise de dados.

O GIP (Genetic Intelligence Project) surge como uma ferramenta de apoio à parentalidade consciente. A partir da análise genética, é possível identificar predisposições metabólicas e sensoriais que explicam comportamentos atípicos.

Loterias
Mega-Sena Concurso 3066 03/10/2026 Acumulou Último resultado
04 06 09 13 28 48

Prêmio estimado: R$ 92.000.000,00 Próximo: 06/10/2026

Quina Concurso 7134 03/10/2026 Acumulou Último resultado
14 15 43 54 72

Prêmio estimado: R$ 24.000.000,00 Próximo: 05/10/2026

Lotofácil Concurso 3796 03/10/2026 Último resultado
03 04 05 06 07 09 10 11 12 15 16 19 20 21 24

Prêmio estimado: R$ 2.000.000,00 Próximo: 05/10/2026

Atualizado 04/10/2026 23h46

A proposta não é rotular a criança, mas sim traduzir biologicamente o que o comportamento dela já está gritando. Adotar a estratégia de “entender antes de corrigir” evita traumas na hora das refeições.

Além disso, previne o uso de coerção desnecessária (o famoso “vai comer à força”) e direciona para tratamentos personalizados.

Sinais para buscar ajuda

Se você suspeita que a rejeição alimentar do seu filho tem base fisiológica, observe o conjunto da obra.

Não olhe apenas para o prato, mas para a saúde geral da criança.

Notas de falecimento
  • FRANSERGIO MARTINS SILVA Falecimento 04/10/2026

Ver todas →

Sinais de alerta que exigem investigação:

– Diarreia ou obstipação frequentes;
– Sinais de refluxo (pigarro, vômitos);
– Manchas na pele ou eczemas;
– Dores abdominais recorrentes;
– Fadiga ou desânimo excessivo.

Se a recusa vier acompanhada desses sintomas, procure um pediatra ou nutricionista pediátrico.

A investigação fisiológica é o primeiro passo. Lembre-se: reduzir tudo à frescura é ignorar a sabedoria do corpo infantil. Muitas vezes, ele sabe antes o que a ciência só vai confirmar depois.

Fonte: Saúde em Dia

Autor

Rosana Ribeiro

Redação · Jornal da Franca

10.001 matérias publicadas Ver perfil