A escassez de trabalhadores já provoca efeitos visíveis, como filas maiores, reposição mais lenta e equipes enxutas pressionam o serviço
Mesmo com o desemprego em níveis baixos, supermercados de todo o país enfrentam um problema que se agravou nos últimos meses: milhares de vagas seguem abertas sem candidatos suficientes.
Redes grandes e pequenos estabelecimentos relatam dificuldade para contratar em funções básicas, como operador de caixa, repositor e atendente.
É comum ver nos estabelecimentos de Franca faixas ou cartazes mostrando vagas e pedindo currículos.
Os recrutadores já tratam o cenário como um dos mais desafiadores dos últimos anos.
A mudança começa pelo perfil dos trabalhadores. Jovens que antes buscavam o varejo como porta de entrada no mercado formal agora preferem serviços mais flexíveis, principalmente trabalhos por aplicativos.
A rotina rígida das lojas, com escalas que incluem fins de semana e feriados, perdeu apelo e reduziu o interesse por essas funções.
Outro fator é a baixa atratividade dos postos operacionais. Os salários muitas vezes não acompanham o custo de vida, e várias funções acumulam tarefas desgastantes ao longo do dia.
A percepção de pouca valorização afasta candidatos experientes e também quem procura o primeiro emprego.
Vagas abertas por semanas
Recrutadores apontam ainda falhas na imagem das empresas. Muitas redes continuam apresentando essas funções como temporárias, sem perspectiva clara de crescimento.
Processos seletivos longos, presenciais e pouco digitais também contribuem para espantar quem busca algo rápido e direto.
Mesmo quando aparecem candidatos, outra dificuldade surge. Habilidades básicas, como atendimento ao público, organização e domínio simples de tecnologia, estão em falta. Isso faz com que parte das vagas permaneça aberta por semanas.
Para enfrentar o problema, empresas passaram a rever escalas, atualizar benefícios e investir em treinamentos.
Crescimento
Algumas redes buscam parcerias com instituições públicas e tentam reposicionar a carreira no varejo, reforçando possibilidades de crescimento.
A escassez de trabalhadores já provoca efeitos visíveis. Filas maiores, reposição mais lenta e equipes enxutas pressionam o serviço e aumentam custos.
De acordo com uma notícia do Portal 6, especialistas afirmam que o setor precisará revisar a proposta oferecida aos colaboradores, com salários mais competitivos, melhor ambiente e processos mais modernos, se quiser disputar mão de obra com as novas formas de trabalho.