Veja as aplicações financeiras que rendem mais do que apostas esportivas

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 23 de novembro de 2025 às 19:00
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Enquanto o mercado de apostas cresce no país, alternativas de investimento mostram retornos consistentes e com menor exposição ao risco

O interesse pelas bets tomou conta do Brasil, transformando-se em uma das principais formas de entretenimento digital. Segundo dados do governo federal, o brasileiro gastou, em média, R$ 164 por mês em apostas esportivas no primeiro semestre de 2025.

Nesse período, as plataformas autorizadas movimentaram R$ 17,4 bilhões em receita bruta, o que representa o valor efetivamente perdido pelos apostadores após o pagamento dos prêmios.

Esse avanço reflete uma mudança nos hábitos de consumo, mas também acende um alerta sobre o impacto financeiro dessa prática. O retorno é incerto e, na maioria das vezes, inexistente.

Em contrapartida, o mercado de investimentos oferece opções acessíveis, seguras e com ganhos reais ao longo do tempo. Com o mesmo valor gasto em apostas, é possível iniciar uma carteira sólida e rentável.

Oportunidades inteligentes

Veja sete alternativas que mostram como direcionar o dinheiro das apostas para oportunidades mais inteligentes.

1. Tesouro Direto: segurança e flexibilidade

Criado pelo Tesouro Nacional, o Tesouro Direto é uma das aplicações mais seguras do país. Investindo R$ 164 mensais em títulos como o Tesouro Selic, o investidor obtém rendimentos próximos à taxa básica de juros e pode resgatar o valor a qualquer momento.

Com a taxa Selic em 10,50% ao ano, o montante acumulado em cinco anos pode chegar a R$ 12 mil, sendo R$ 2 mil em juros compostos. Diferente das bets, o retorno é previsível e garantido pelo governo.

2. CDBs: ganhos estáveis com proteção do FGC

Os Certificados de Depósito Bancário funcionam como um empréstimo ao banco e costumam render de 110% a 120% do CDI, superando a poupança.

Ao investir o mesmo valor mensalmente durante cinco anos, o retorno aproximado é de R$ 11,8 mil, com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF.

3. Fundos de investimento: gestão profissional e praticidade

Os fundos reúnem diversos investidores em uma carteira gerida por especialistas, podendo incluir renda fixa, ações e multimercados.

Com rentabilidade média de 9% ao ano, aplicar R$ 164 mensais por cinco anos pode gerar R$ 11 mil. É uma opção indicada para quem quer diversificar sem precisar acompanhar o mercado diariamente.

4. Previdência privada: foco no futuro

Ideal para quem busca planejamento de longo prazo, a previdência privada permite aportes pequenos e crescimento gradual.
Com rendimento médio de 8% ao ano, o investidor que destinar R$ 164 por mês durante dez anos acumulará cerca de R$ 29 mil. Segundo a Fenaprevi, 11,2 milhões de brasileiros já possuem planos ativos de previdência.

5. Precatórios: alta rentabilidade e prazo estendido

Os precatórios, títulos de dívidas que o governo reconhece e precisa pagar, vêm ganhando espaço entre investidores que buscam rentabilidade acima da média. Embora exijam mais atenção jurídica e prazos mais longos, oferecem ganhos entre 10% e 20% ao ano, dependendo do acordo e do prazo de pagamento.

Com um investimento acumulado de cerca de R$ 10 mil (equivalente a pouco mais de cinco anos de aportes mensais de R$ 164), é possível participar de fundos que compram precatórios com desconto e lucram com o pagamento futuro pelo Estado.

Por fim, a opção possui por parte dos bancos uma facilidade de consultar precatório pelo nome, além de diversificar e aceitar um prazo maior em troca de retorno superior.

6. Ações e ETFs: crescimento a longo prazo

Investir em ações ou ETFs é uma forma de se tornar sócio de grandes empresas e aproveitar seus lucros.
Aplicando R$ 164 mensais em um ETF que segue o Ibovespa, a rentabilidade média de 8% ao ano pode resultar em R$ 12 mil em cinco anos. Embora haja variação, o risco é calculado e o potencial de valorização é elevado.

7. Fundos imobiliários: renda passiva

Os FIIs permitem investir no setor imobiliário com cotas acessíveis, a partir de R$ 10, e oferecem rendimentos mensais provenientes de aluguéis.

Com aportes regulares de R$ 164, é possível atingir R$ 11 mil em cinco anos, com rentabilidade média de 9% ao ano, além dos dividendos pagos periodicamente.

Do jogo ao investimento: a virada de chave

A diferença entre apostar e investir está na mentalidade. Enquanto o apostador depende da sorte, o investidor constrói resultados com constância e planejamento.

Transformar R$ 164 mensais, valor médio gasto em apostas, em aportes é o caminho para acumular patrimônio, realizar metas e conquistar estabilidade.

Mais do que tentar a sorte, investir é criar estratégia. Cada real que sai das bets e vai para aplicações financeiras representa um passo rumo à liberdade econômica e a um futuro previsível e sustentável.


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