Câmara mantém veto de prefeito e derruba projeto de Tidy aprovado pelos vereadores

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 27 de julho de 2022 às 17:00
  • Modificado em 27 de julho de 2022 às 17:05
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As comissões de mérito da Câmara de Franca recomendaram inclusive a manutenção do veto do Executivo

As comissões de mérito da Câmara de Franca recomendaram inclusive a manutenção do veto do Executivo

Nesta terça-feira, o Poder Legislativo votou pela derrubada ou manutenção do veto do prefeito Alexandre Ferreira a um projeto de lei já aprovado na Câmara.

As comissões de mérito da Câmara Municipal de Franca recomendaram inclusive a manutenção do veto do Poder Executivo ao projeto, que é de autoria do vereador Marcelo Tidy.

A proposta prevê adequações relacionadas à cobertura nos postos de combustíveis na cidade, para que as bombas não fiquem expostas ao sol.

“Segundo consulta à Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes e à Agência Nacional do Petróleo (ANP), é recomendado que as bombas sejam protegidas e não expostas ao sol e o que acontece hoje é que, em determinados terrenos, se seguir a íntegra não consegue proteger o mínimo necessário”, afirmou Tidy antes da votação. Mas durante o processo, nem ele mesmo defendeu a propositura.

Em sua justificativa para vetar a proposta, o prefeito argumentou que a mesma foi submetida a audiência pública, ocasião em que Tidy alegou a finalidade de corrigir uma falha do Código de Obras e Posturas na proteção das bombas de combustível contra o sol.

“Mas não houve estudos técnicos, tampouco os órgãos administrativos que trabalham no planejamento urbano foram ouvidos”, disse Alexandre.

A advogada do departamento jurídico da Câmara, Maria Fernanda Bordini, reforçou a alegação do prefeito. “Quando analisamos o projeto, orientamos que toda matéria de direito urbanístico tem que haver um laudo, um parecer técnico”, afirmou.

Com isso, a recomendação das comissões de mérito da Câmara é que os vereadores deem um tiro no pé, votando contra o projeto que eles próprios aprovaram em plenário.


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