Sabesp já chegou a utilizar água da represa em 2015 e, se chuvas não vierem, poderá voltar a fazê-lo
Sabesp já chegou a utilizar água da represa do Castelinho em 2015 e, se chuvas não vierem, poderá voltar a fazê-lo. Imagem: Facebook Castelinho
Os vereadores aprovaram abertura de créditos para que a Prefeitura invista no desassoreamento da represa do Castinho.
Mas não se trata simplesmente de uma decisão do município ajudar o clube, que é particular. O poder público e o clube são réus em ação e são obrigados a fazer o procedimento.
O presidente do Clube Castelinho, Marco Antônio Salgado, explicou a situação, na manhã desta terça-feira, aos vereadores.
“A Prefeitura e o clube são réus no Ministério Público. São dois problemas: um é o assoreamento da represa e o outro é o vertedouro, que é a saída da água”, afirmou.
Em estudo
Marco enfatizou que o Castelinho já contratou uma empresa para realização de um estudo sobre o trabalho que terá de ser feito.
“Se não tiver um vertedouro que dê a vazão da água necessária, também não resolve o problema, e esse estudo vai apresentar o precisa ser feito e o modo de ser feito”, explicou.
Fornecimento de água
O presidente do clube ainda relembrou da importância da represa do Castelinho que em 2015 serviu de apoio para abastecimento da cidade quando a Sabesp utilizou como fonte alternativa de captação de água de forma emergencial durante outra crise hídrica.
“Essa obra é de suma importância para se evitar as enchentes naquela região”, afirmou o vereador Della Motta. E acrescentou. “Eu sou uma vítima, sou morador daquela região e não consigo chegar em casa”.
O vereador Gilson Pelizaro (PT) também agradeceu o presidente do clube pelo posicionamento e enfatizou.
“Os recursos inicialmente são somente para o projeto de desassoreamento, mas a obra em si vai custar muito mais e isso vai longe”, alertou.