Em entrevista dada à EPTV, ele conta que, em tempos normais vende de 15 a 20 caixas de 500 ou mil litros por semana. Agora, de segunda-feira (30) até esta quarta-feira (1º), foram 60, o que corresponde a 20 por dia.
“A maioria é o pessoal que quer um reservatório maior. Devido à falta [de água], todo mundo fica preocupado, então eles vêm para buscar as caixas d’águas para realmente deixar um reservatório embaixo, nem vai subir na casa”, afirma.
Por conta da demanda, Júnior diz que não tem equipes suficientes para fazer a entrega nas residências e, por conta disso, os moradores estão buscando com os próprios carros.
Aumento de 30%
Na loja onde Wagner Gimenes Migliorini é gerente, a água vai faltar no sábado (4), dia com mais fluxos de clientes.
“Já percebi que eu vou ter que também, aqui na própria loja, colocar uma reserva um pouco maior para não ter uma deficiência no atendimento ao cliente”, diz
Ele também relatou que houve aumento na procura após o anúncio do racionamento e está em busca de reforçar o estoque para os próximos dias.
“Vamos ter que reforçar o estoque da loja, porque o cara quer levar, por no carro. Cliente está com extrema urgência. A gente percebeu que teve um aumento de 20% a 30% nessas caixas de 500 litros, que é a linha mais residencial”, afirma.
Rodízio de abastecimento
De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o rodízio de abastecimento nos bairros vai durar até 17 de setembro.
A medida ocorre por conta da estiagem, que é considerada pela Companhia uma das mais severas da história da cidade e do país.
De acordo com a Sabesp, a ideia é minimizar os impactos da falta de recursos à população francana.
A cidade já utiliza captações emergenciais e a vazão dos mananciais não é suficiente para manter o abastecimento em todas as regiões.