Estado de São Paulo tem mais mortes do que nascimentos pela 1ª vez na história

  • Robson Leite
  • Publicado em 1 de maio de 2021 às 06:30
  • Modificado em 1 de maio de 2021 às 10:51
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Dados de abril do Portal da Transparência do Registro Civil apontam que o Estado de São Paulo registra mais óbitos do que nascimentos pela primeira vez na história

Pela primeira vez na história, o Estado mais populoso do País registrará um mês com mais óbitos do que nascimentos.

Com cerca de 44 milhões de habitantes, São Paulo tem até esta sexta-feira (30/04) 44.087 óbitos e 41.407 nascimentos, diferença de mais de 2.5 mil óbitos a mais do que nascidos vivos.

O fenômeno se repete na capital paulista, que teve 12.194 óbitos e 11.724 nascimentos, registrando também o primeiro mês com decréscimo populacional em sua história.

Os dados preliminares, uma vez que registros de abril ainda podem ser lançados, constam no Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio).

A base de dados é abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, e administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

Esses mesmos dados são cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Com o Portal da Transparência, a sociedade pode ter acesso aos dados em tempo real, auxiliando com a clareza das informações.

“Em tempos de pandemia, o site pode ser utilizado como forma de estruturar a evolução da Covid-19 nas regiões do País”, diz a presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo.

A queda na diferença entre os nascimentos e os óbitos no Estado vinha ocorrendo de forma gradual ao longo dos anos, mas se acentuou de forma contundente com a pandemia da COVID-19.

Em janeiro de 2020, esta diferença era de 25.113 registros de nascimentos a mais. Em julho do ano passado, caiu para 12.972, patamar que se manteve até março, quando diminuiu para apenas 1.867 registros, invertendo-se a pirâmide em abril, que passou a ter 2.680 óbitos a mais que nascidos vivos, fenômeno nunca antes registrado.

No País, a região Sudeste, com cerca de 85 milhões de habitantes tem até esta sexta-feira (30.04) 81.525 óbitos e 76.508 nascimentos, realidade que se repete em três dos quatro Estados que compõe a região: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os dois primeiros registram também o primeiro mês com maior número de mortes do que de nascidos em seus territórios na série histórica.

Sobre a Arpen/SP

Fundada em fevereiro de 1994, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP) representa os 836 cartórios de registro civil, que atendem a população em todos os 645 municípios do Estado, além de estarem presentes em outros 169 distritos e subdistritos, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, casamento e óbito.


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