TJ pune perito que mentiu em acidente que matou filho de Alckmin

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 14 de outubro de 2020 às 10:15
  • Modificado em 29 de outubro de 2020 às 23:35
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Além de Thomaz, de 31 anos, no acidente também morreram o piloto e três mecânicos

Acusado de mentir em seu laudo sobre a queda do helicóptero que matou Thomaz Alckmin, filho caçula do ex-governador Geraldo Alckmin, em abril de 2015, o perito Hélio Rodrigues Ramacciotti foi afastasdo de seu posto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Segundo o Ministério Público, Hélio Rodrigues inseriu informações falsas no laudo, o que teria alterado os rumos da investigação sobre as causas do acidente. Por causa de informações do perito, funcionários de uma empresa de manutenção foram indiciados indevidamente pela polícia. As investigações posteriores apontaram, no entanto, que as falhas não eram de responsabilidade do setor de manutenção.

Em seu laudo, o perito disse, por exemplo, que o painel das chaves Trim Feel não foi significativamente danificado e que as chaves próximas estavam em posição adequada. Ao observar as imagens, o Ministério Público constatou exatamente o oposto do que foi dito por Hélio. O painel estava danificado, sim, e as chaves não estavam em posição adequada para o voo.

Além de Thomaz, de 31 anos, no acidente também morreram o piloto Carlos Gonçalves, 53 e os mecânicos Paulo Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34.

Relator do processo, o desembargador Marcelo Gordo, falou que a suspensão do perito de suas funções é necessária, já que os fatos relatados pelo Ministério Público deixam suspeitas sobre a sua isenção para realizar novas perícias.


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