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400 mortes: é como um grande acidente de 10 ônibus com 40 pessoas e todos morressem

  • Cláudia Canelli
  • Publicado em 15 de março de 2021 às 14:30
  • Modificado em 15 de março de 2021 às 14:59
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É como se 2 jatinhos com 16 pessoas cada um sofresse um acidente todos os meses, com todos mortos, o que dá 25 jatinhos e quase 400 vítimas fatais

Os números da tragédia do coronavírus são assustadores e alarmantes. Franca está chegando a quase 400 mortes causadas pelo vírus.

Para se ter uma ideia, é como se 10 ônibus com 40 pessoas em cada um deles caíssem ao mesmo tempo numa ribanceira e ninguém sobrevivesse.

É como se um Boeing com 400 passageiros caísse sobre um dos bairros de Franca. Ou como se 25 jatinhos com capacidade para 16 passageiros caíssem na cidade.

Se essa tragédia acontecesse num único dia, talvez a comunidade repercutisse por vários dias, até depois da missa de sétimo dia e quem sabe até a missa de 30º dia.

Mas como as mortes ocorrem em hospitais ou nas casas, a repercussão fica apenas entre os familiares e pessoas conhecidas. Ainda que dolorosa, parece menos sentida.

Não há como fugir da realidade da tragédia. O único caminho válido é o da vacina, ainda que com todas as interrogações.

Enquanto não há vacinas para todos, o caminho evitar a proliferação do vírus, com protocolos de segurança sanitária.

O mundo vive um momento especialmente perturbador, o Brasil, o Estado e Franca vivem momentos de incerteza.

Por um lado, existe o perigo da contaminação e tudo que isso representa para as pessoas e para a saúde pública.

De outro lado, existe a questão econômica. Bares, lanchonetes, restaurantes e setor de festa estão nos estertores da esperança (em todos os sentidos: se não acabou, o oxigênio para sobrevivência está no final).

Trabalhadores perderem emprego, pais de família estão vivendo de ajuda comunitária. Nunca, as cidades e as pessoas precisaram ser tão solidárias.

Há muitos anos é a sociedade que mantém funcionando o setor da filantropia. Agora essa necessidade alcançou índices nunca imaginados.

Os mais velhos, nascidos na época da Guerra Mundial, também se lembram das crises. Mas na época os esforços produtivos e econômicos eram desviados para a causa bélica. Não havia paralisação da economia. E hoje?

Ao mesmo tempo em que precisa combater a transmissão do vírus, a cidade gasta recursos com atendimentos médicos em prejuízo da cotidiana manutenção da saúde das pessoas, que continuam precisando de atenção, como a pediatria, a ginecologia e muitas outras.

E como cuidar de tudo se os relatórios diários apontam a queda de arrecadação e a conseqüente falta de dinheiro para cuidar de tudo e de todos.

O jeito é rezar e torcer muito para ter vacina para todos. E desejar que os esforços científicos consigam descobrir medicamentos que combatam o vírus precocemente.

Não dá para pedir calma para quem está com o estômago encostado nas costas, não dá para pedir calma para quem não tem dinheiro para manter seu negócio.

Não dá para pedir calma para quem está num leito de UTI. Não dá para pedir calma para quem acabou de sair de um velório.

O melhor é tomar as precauções até que venha a solução para os problemas. Porque a solução virá…


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