Presente em bares, baladas e restaurantes, Protocolo Não se Cale chega a academias e clínicas do estado de São Paulo
Com apenas dois anos, Protocolo para combate à violência contra a mulher já capacitou mais de 128 mil profissionais em curso oferecido em parceria com Univesp e Procon
Desde seu lançamento, há dois anos, o Protocolo Não se Cale está presente para proteger mulheres em espaços de entretenimento, como bares, eventos e casas noturnas.
A iniciativa agora se expande também para academias e centros esportivos por meio da parceria com o Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (CREF4-SP) e em clínicas e consultórios, em parceria com o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.
O Governo de São Paulo deu início ao movimento “SP Por Todas: 21 Dias por Elas”, promovendo serviços e ações de conscientização para prevenir e combater a violência contra as mulheres ao longo de 21 dias seguidos.
Mobilização
A programação faz parte dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, iniciativa da ONU Mulheres. No Brasil, a mobilização teve início a partir do Dia da Consciência Negra (20/11) e vai até o Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10 de dezembro.
Os profissionais dos estabelecimentos são capacitados com cursos gratuitos para saber agir e acolher mulheres em situações de violência ou assédio, de acordo com o Protocolo Não se Cale.
Estabelecida em 2023 por meio de decreto, a premissa dessa política pública é a de que a segurança da mulher não é um favor, mas um dever do estabelecimento. Os funcionários do local, treinados no protocolo, são a primeira rede de proteção da mulher.
Para garantir que o atendimento seja adequado e acolhedor à mulher, a capacitação do protocolo Não se Cale é técnica e rigorosa.
Curso online
O curso, oferecido em parceria do Procon-SP e a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), é online, gratuito e tem carga horária de 15 horas. Nas aulas, os profissionais aprendem a identificar comportamentos de risco e a preservar provas (como imagens de câmeras de segurança).
O protocolo já orientou mais de 2 mil estabelecimentos na capital para afixar cartazes e capacitar equipes e, no estado, foram 4.803 fornecedores orientados em 290 cidades.
Na parceria com o Conselho Regional de Educação Física, por exemplo, além do curso, os profissionais recebem uma série de iniciativas para prevenção e contenção da violência contra a mulher.
São tratados temas como:
Criação de pontos de acolhimento e referência em ambientes esportivos, campanhas educativas e de sensibilização voltadas a profissionais, colaboradores e frequentadores de academias e centros esportivos, divulgação ampla de canais de denúncia e serviços especializados, como o próprio app Mulher Segura, além de Delegacias da Mulher, Centro de Referência da Mulher e Disque 190.
Para quem deseja se capacitar, o curso online e gratuito está disponível gratuitamente na plataforma www.mulher.sp.gov.br/naosecale