A Sexta-feira Santa é uma data muito significativa para a Igreja Católica. Entenda o porquê de não haver missa mesmo sendo um dia importante
A Sexta-feira Santa é considerada um dos dias mais importantes para a Igreja Católica, embora não haja missa (Foto Canção Nova)
A Sexta-feira Santa é considerada um dos dias mais importantes para a Igreja Católica. Para quem não está familiarizado com o tema, pode surgir a dúvida: por que, sendo uma data tão significativa, não há missa?
Na verdade, a explicação é bastante simples.
O motivo
A data é parte do Tríduo Pascal, que começa na Quinta-feira Santa e vai até o Domingo de Páscoa. Dentro desse contexto, a sexta é considerada um dia de profundo luto para a Igreja, já que simboliza a crucificação e morte de Jesus Cristo.
Exatamente por isso, não há missa, que é uma celebração de ação de graças e renovação de fé na ressurreição.
Em vez disso, os fiéis participam da chamada Celebração da Paixão de Cristo, um rito mais sóbrio e contemplativo: o altar permanece despido, não há músicas festivas e os sinos não tocam.
Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), neste dia, as paróquias relembram a entrega de Jesus e distribuem a comunhão com hóstias consagradas no dia anterior. Ou seja, não ocorre a consagração do pão e do vinho — um elemento central da missa.
Como ocorre a celebração
O momento é dividido em três partes principais:
Liturgia da palavra: leitura da Paixão de Cristo. Adoração da Cruz: quando os fiéis reverenciam o símbolo da crucificação. Comunhão: a entrega é feita com hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.