Vírus bancário ataca celulares e sequestra Pix em tempo real; saiba se proteger

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 27 de abril de 2026 às 12:00
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Malware identificado com PixRevolution atua em tempo real para sequestrar Pix de vítimas; entenda como ele funciona e veja o que fazer para se proteger do ataque

Novo vírus no Android usa Pix para roubar dinheiro em segundos. Saiba como funciona o golpe e como se proteger (Foto Arquivo)

 

Um novo vírus bancário para Android está na mira de usuários brasileiros e usa o Pix para desviar dinheiro em segundos.

O malware, chamado PixRevolution, foi identificado em relatório da Zimperium e preocupa pela capacidade de agir em tempo real.

A ameaça consegue interferir exatamente no momento em que a vítima realiza uma transferência, dificultando a percepção do golpe.

Como funciona o vírus

O PixRevolution é classificado como um trojan financeiro operado por agentes, ou seja, pode ser controlado remotamente enquanto o usuário utiliza o celular.

Segundo o especialista Fernando Serto, da Akamai, o malware monitora o comportamento da vítima e entra em ação apenas quando detecta atividades sensíveis, como o uso de aplicativos bancários.

Ataque acontece durante o Pix

A principal diferença desse golpe é a execução em tempo real. Enquanto o usuário realiza um pagamento via Pix, o criminoso pode acompanhar a tela e alterar dados da transação.

Isso inclui redirecionar valores ou modificar informações antes da confirmação — tudo em poucos segundos.

Apps falsos são porta de entrada

A infecção geralmente começa com aplicativos falsos que imitam serviços conhecidos, como bancos e plataformas populares.

Esses apps solicitam permissões avançadas, como acesso à acessibilidade do sistema, permitindo que o vírus leia a tela, capture dados e até execute comandos automaticamente.

Difícil de detectar

Como o ataque acontece dentro de um processo legítimo e com dados reais do usuário, os sistemas de segurança têm dificuldade para identificar a fraude.

Entre os sinais de alerta estão lentidão no celular, aplicativos desconhecidos, pedidos incomuns de permissões e movimentações financeiras suspeitas.

Como se proteger

Especialistas recomendam evitar instalar aplicativos fora das lojas oficiais e desconfiar de links recebidos por mensagens.

Também é essencial revisar permissões antes de concedê-las, manter o celular atualizado e redobrar a atenção durante transações via Pix.

Qualquer comportamento estranho durante um pagamento pode ser indício de tentativa de golpe — e agir rápido pode evitar prejuízos.

Fonte: TechTudo


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