Versátil, vidro ganha cada vez mais espaço na arquitetura e na decoração

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  • Publicado em 8 de novembro de 2016 às 18:24
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 18:01
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Os vidros fazem parte de um arsenal de aplicações que vão desde peças decorativas até revestimentos

Ele vem há muito tempo sendo o queridinho da arquitetura civil e de interiores. Versátil, de fácil manutenção, pouco peso e com alto apelo estético, hoje substitui até as tradicionais paredes de alvenaria. Lindo em qualquer situação, o vidro está com tudo e permanece como uma ótima opção nos projetos de arquitetura e design de interiores. “O vidro é um dos materiais mais versáteis que podem ser encontrados na construção de uma casa ou escritório. Antes utilizado apenas para filtrar a luz e proteger contra incidentes, o vidro se tornou o queridinho da arquitetura e decoração, fazendo parte de diversos ambientes, além de possibilitar um maior contato com a natureza devido à visão que se tem do exterior”, destaca a arquiteta Leila Alves.

Segundo ela, o vidro é usado com frequência por conta das mudanças rápidas na sua produção e na tecnologia empregada. “O material pode ser utilizado para fazer fachadas, coberturas, pisos, divisórias, portas, janelas, escadas, muros e ainda servir de paredes internas”, diz Leila, acrescentando que também serve como elemento de segurança em guarda-corpos e peitoris e pode substituir paredes inteiras de alvenaria e servir para projetos modernos em que os ambientes sejam feitos com paredes e móveis de vidros. “Base da construção civil, o vidro é um elemento com importantes papeis por conta de propriedades como transparência, resistência, durabilidade, capacidade de isolar temperaturas e impermeabilidade. Ele ainda é coringa em projetos que priorizam a passagem da luz natural e também tem a missão de valorizar fachadas externas e dividir ambientes internos, sem tirar a amplitude e leveza”, explica a arquiteta.

Os vários tipos

Dentre os principais tipos disponíveis no mercado estão os lisos, os temperados e os laminados. Eles são a base também de materiais que se conhece por outros nomes, como vidro duplo, feito com duas camadas de vidro liso. E cada modelo tem uma função diferente, sendo que, em alguns casos, não é nem o cliente que escolhe qual tipo usar. É o caso do vidro usado em vitrines e portas de estabelecimentos comerciais, que por lei devem ser do tipo temperado. “O vidro temperado tem mais resistência mecânica e térmica, graças ao processo de têmpera – tratamento térmico”, esclarece a arquiteta.

Na prática, o vidro temperado não estilhaça em cacos, mas em “pedras”, causando menos ferimentos caso atinja alguém. Além de aberturas, é indicado para tampos de mesa, prateleiras, telhados de vidro e portas de correr. “Os vidros laminados e temperados também podem ser combinados, sendo usados principalmente para pisos e escadas”, reforça Leila.

Quando o objetivo é estético e não de segurança, ela indica o vidro liso nas opções de cores azul, bronze, fumê, incolor e verde – embora nem todas elas estejam disponíveis em todas as espessuras. “Além dos tons, também se pode imprimir relevo aos vidros, desde os tradicionais canelado e martelado, até pinturas personalizadas – feitas com rolos compressores em alta temperatura ou com uma pistola”, destaca.

Como se vê, com muitas possibilidades de uso na arquitetura e decoração, o vidro é um elemento que proporciona beleza, segurança e economia para qualquer projeto.


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