A falta de limites e o excesso de mimos comprometem a saúde mental do cão; entenda o alerta do especialista
Gestos que parecem carinho, mas geram ansiedade e estresse em cães; veja alertas de especialista (Foto Arquivo)
Demonstrar carinho o tempo todo e permitir que o cachorro faça tudo o que deseja parecem atitudes de amor, mas podem gerar profunda insegurança e estresse no animal.
O especialista em comportamento animal Cleber Santos, CEO da Comportpet, alerta que a falta de regras e a imprevisibilidade da rotina tiram a estabilidade emocional do pet, deixando-o em constante estado de alerta e ansiedade.
O comportamento canino é uma resposta direta à forma como o animal é tratado. Muitas vezes, a intenção do tutor em agradar ignora as necessidades biológicas reais do cão, resultando em problemas comportamentais e de convivência.
4 Atitudes dos Tutores que Prejudicam o Bem-Estar Canino
Confira os erros mais comuns na convivência diária com os pets:
Ausência de regras e limites: Tratar o cão sem impor limites gera insegurança. Sem saber o que é esperado dele, o animal pode reprimir medos e reagir com mordidas defensivas ao se sentir acuado;
Rotina imprevisível: A falta de horários fixos para alimentação, passeios e descanso impede que o cão relaxe, desencadeando quadros de ansiedade de separação e agitação;
Excesso de estímulos e visitas: Ambientes com movimentação intensa e barulho constante podem estressar animais habituados à tranquilidade, levando-os a ter atitudes reativas para proteger o território;
Falta de gastos de energia: Poupar o pet de esforços físicos e mentais gera tédio. Sem o direcionamento correto da energia, o cão passa a latir em excesso e a destruir móveis e objetos.
Sinais Silenciosos de Desconforto Emocional
A humanização dos pets faz com que muitos tutores interpretem as necessidades do animal sob a ótica humana, ignorando sinais corporais sutis de estresse.
Antes de o cão rosnar ou latir, ele demonstra desconforto por meio de comportamentos como: bocejos frequentes fora de hora, lambedura excessiva do focinho, respiração acelerada, inquietação, isolamento ou busca compulsiva por atenção.
Para garantir um cão equilibrado, o especialista reforça a importância de combinar afeto com liderança clara, rotina previsível e respeito aos limites do animal.