Saiba de três conteúdos que seu filho aprende nas aulas de ensino religioso

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 18 de setembro de 2025 às 18:00
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Componente curricular é oportunidade para ensinar às crianças como desenvolver solidariedade, justiça, empatia e responsabilidade

Falar sobre fé e espiritualidade não é tarefa apenas para padres, pastores e guias espirituais. Existe um espaço em que esses assuntos também podem ser trabalhados com respeito e cuidado: a escola.

Ao contrário do que o nome pode dar a entender, as aulas de Ensino Religioso não servem para ensinar uma religião específica, são momentos que as crianças são convidadas a pensar sobre temas fundamentais da convivência humana, como diversidade, pluralidade, ética e respeito ao outro.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que orienta o currículo escolar de todas as escolas brasileiras, públicas e privadas, define o Ensino Religioso como uma área do conhecimento que deve ser desenvolvido para promover nas crianças o respeito ao diálogo e às diferentes filosofias de vida e perspectivas religiosas.

Uma das competências descritas na BNCC, inclusive, é “reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de valor de vida”.

Diferenças na vida

O objetivo é que os estudantes conheçam diferentes crenças, modos de pensar e viver presentes na sociedade contemporânea e combatam representações sociais preconceituosas sobre o outro e outras discriminações.

De acordo com a editora de conteúdo da Aprende Brasil Educação, Juliana Ulbrich, os conteúdos trabalhados durante as aulas se caracterizam pela interculturalidade e pela não confessionalidade.

“Isso quer dizer que nas aulas de Ensino Religioso os alunos vão aprender sobre diferentes tradições religiosas e não religiosas, pois não se trata de aulas sobre religião, mas sobre as diferentes formas de entender o mundo onde uma diversidade de pessoas vive”, explica.

A editora pontua três conteúdos que são trabalhados durante as aulas.

Diversidade religiosa

Em um país como o Brasil, em que há uma profusão de religiões de matrizes indígenas e africanas, além das tradicionais religiões monoteístas, como o cristianismo, o islamismo e o judaísmo, é fundamental que as crianças respeitem o que cada pessoa considera sagrado para si.

“Durante as aulas de Ensino Religioso, as crianças podem conhecer as perspectivas culturais e religiosas umas das outras e aprender, com isso, que o respeito é fundamental”.

Princípios éticos 

Também é nessas aulas que os pequenos começam a ter contato com alguns conceitos filosóficos que os façam refletir sobre questões relacionadas à vida e as ajudem a construir sua própria identidade, baseada em princípios éticos.

“Por meio da convivência com crianças que vêm de outros contextos culturais e por meio do diálogo e da pluralidade de ideias, as crianças e adolescentes vão formando entendimento para atuar de forma ética e cidadã na sociedade”, diz Juliana.

Solidariedade, justiça, empatia e responsabilidade

Promover valores éticos passa não apenas por discutir a ética em si, mas também por falar sobre temas que tragam essa questão intrinsecamente. É o caso de quando se fala de solidariedade, justiça, empatia e responsabilidade, por exemplo.  Afinal, todos esses são valores fundamentais para a convivência em sociedade.

“A partir do estudo de diferentes tradições religiosas e visões de mundo, os alunos são incentivados a refletir sobre suas atitudes, reconhecer o valor do outro e compreender a importância do respeito mútuo”, diz Juliana.

Segundo ela, “as discussões em sala buscam desenvolver a consciência crítica e o senso de responsabilidade individual e coletiva, estimulando ações pautadas na empatia, na equidade e no diálogo, independentemente da crença pessoal de cada estudante”.


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