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Cerca de 1/3 dos pacientes tem sorotipo 2. Risco de epidemia é descartado, mas 52 pessoas foram infectadas
Dados da Secretaria da Saúde
de Ribeirão Preto divulgados nesta segunda-feira, 28 de janeiro, apontam que o
número de casos de dengue confirmados até o momento já supera o total
registrado em janeiro do ano passado.
Em 28 dias, 52 pessoas foram infectadas, contra 45 em
todo o mês de janeiro de 2018 – aumento de 15,5%.
Segundo o secretário municipal
da Saúde, Sandro Scarpelini, um terço dos pacientes tem o sorotipo 2, que é
mais grave. “Aparentemente, esse vírus tipo 2 é um pouco mais grave do que os
outros. E, como todo mundo já sabe, quando a gente pega dengue pela segunda
vez, a gente tem mais chance de ter a forma mais grave, do que quando teve pela
primeira vez”, explicou.
Scarpelini disse que uma
criança, cuja idade não foi revelada, permanece internada em um hospital
particular de Ribeirão com suspeita de dengue hemorrágica. Ela foi internada
entre sexta-feira, 25, e sábado, 26, em choque, mas o quadro já foi
estabilizado. “A nossa preocupação em especial é que foram muitos casos
notificados esse mês, muito mais do que em dezembro. E também, entre esses
casos, já tivemos a ocorrência de casos com característica de maior gravidade”,
afirmou.
O
secretário destacou que as equipes estão em alerta, devido ao aumento dos casos
de dengue em municípios da região de Ribeirão, como São Joaquim da Barra, que
já registrou três mortes por suspeita de dengue hemorrágica. “O mosquito está
presente e a migração de pessoas é contínua para Ribeirão. Então, fatalmente,
tendo o mosquito e tendo a presença do vírus, e essa migração, que é
incontrolável, a gente tem grande chance de não conseguir controlar”, disse.
Atualmente, ainda segundo
Scarpelini, quando um caso de dengue é confirmado, os agentes realizam um
bloqueio no bairro onde esse paciente mora: as casas são vistoriadas para
exterminar focos do mosquito Aedes aegypti e há aplicação de inseticida nas
ruas. “Esse bloqueio é feito quando a gente tem um número razoável de casos. Se
a gente tiver 1 mil casos por mês, não é possível fazer bloqueio, aí o
crescimento é incontrolável. É o momento de tomar uma atitude pesada com
relação à limpeza da cidade e das casas”, destacou.
A partir dessa semana, os
arrastões contra a dengue devem ser intensificados, inclusive aos sábados e
domingos.
A preocupação da administração
municipal é que Ribeirão registre uma epidemia, como em 2016, quando 35 mil
moradores foram infectados pelo vírus. “Tendo mosquito e o vírus circulando – e
em Ribeirão Preto, com o calor que está fazendo e as chuvas – está tudo pronto
para começar uma guerra. Não estamos tendo uma epidemia, mas os casos podem
aumentar e, se a gente perder o controle, isso pode evoluir rapidamente”, disse
Scarpelini.