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Projeto Música Criança se transforma para inspirar jovens dentro de casa

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 19 de janeiro de 2021 às 17:30
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Alegres pelas aulas não terem sido interrompidas, estudantes confirmam progresso na música e sucesso na adaptação para o formato digital

Aderir a meios tecnológicos nas aulas foi uma maneira de não prejudicar o aprendizado dos 180 alunos matriculados no projeto musical

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, as aulas do projeto Música Criança de São Joaquim da Barra tiveram que ser adaptadas para o modelo virtual, em cumprimento das normas sanitárias exigidas pelos órgãos de saúde.

Os encontros entre alunos e professores agora acontecem através de plataformas digitais, como o Zoom, com aulas em formatos individual e coletivo.

Aderir a meios tecnológicos nas aulas foi uma maneira de não prejudicar o aprendizado dos 180 alunos matriculados no projeto musical.

O projeto oferece aulas gratuitas de canto coral, piano, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, clarinete, flauta, trompete, trompa, trombone e tuba, além de apreciação musical, aulas de teoria e prática de orquestra.

Diante de tantos desafios impostos, a alternativa de inovar, para não tirar dos jovens a inserção no universo da música, trouxe grandes experiências para os gestores do projeto, conta Ladson Mendes, coordenador pedagógico do Música Criança.

“É importante ressaltar que mesmo no formato virtual os objetivos foram os mesmos, o que mudou foi a estratégia. E dessa forma obtivemos êxito, inclusive com a evolução dos alunos, que ao gravarem suas execuções para avaliação dos professores, puderam se auto avaliar e acompanhar seu desenvolvimento ao longo do semestre. Tivemos um crescimento artístico-pedagógico muito grande, mesmo diante das condições de trabalho de 2020”.

EXPERIÊNCIA DOS ALUNOS

A aluna Lívia de Paula da Paz, de 14 anos, estuda violino e contou que além das novas experiências absorvidas nesse período, onde tudo era novo e diferente, por meio das aulas on-line foi possível aprender novas músicas, tanto da orquestra quanto de outros gêneros.

“Aprendi muito com tudo isso, inclusive que, independentemente do momento, não podemos deixar de fazer o que gostamos por conta do distanciamento.”

Para Regiane Meire Garcia Faria, mãe da aluna Raíssa Garcia Faria, de 12 anos, estudante de flauta transversal, embora as aulas presenciais façam falta e são mais efetivas, manter o projeto no formato on-line foi essencial para não interromper uma iniciativa tão especial para a cidade e importante para os jovens.

“É um curso muito bom para as crianças, pois planta bons frutos para o futuro da sociedade.” Raíssa ainda completa dizendo que as aulas on-line são importantes para que ela continue aprendendo mais, mas espera logo que volte presencialmente.

A futura cantora Maria Luiza Rovanhol Zefer, de 10 anos, aluna de canto coral no projeto, conta que está adorando poder fazer as aulas no aconchego de sua casa tendo sua mãe, Michele Costa Rovanhol, e sua avó Suely, como plateia.

“Eu acho importante participar desse projeto pois eu amo cantar, além der ser uma ótima distração em meio a tudo que aconteceu, pude ver a alegria da minha mãe e minha avó em me ver cantar.”

Michele explica que nas aulas presenciais a evolução é sempre melhor, mas mesmo assim sua filha teve um ótimo progresso graças a dedicação do professor Alexandre e toda a equipe que se mantiveram focados. Além disso, trazer as aulas para dentro de casa foi importante para não perder o aprendizado e oferecer momentos de prazer. “Neste momento de pandemia fez toda diferença para todos nós”, completa.

Partilhando do mesmo sentimento e opinião, Vinícius Dezem, de 16 anos, aluno do professor Lincoln de contrabaixo, conta que por mais que o ano de 2020 tenha sido difícil para todos, ele acredita que o momento tenha contribuído para a valorização da arte em geral, com músicas nas lives, novelas e filmes.

“Foi muito bom poder me expressar de alguma maneira, e com certeza o contrabaixo me ajudou bastante nisso, inclusive quando o lado emocional pesava por conta dos acontecimentos da pandemia.”.

Dezem explica que não foi fácil a adaptação, mas a experiência foi muito boa e ressalta que o suporte recebido dos professores e da equipe foi incrível e contribui para que melhor desenvolvimento das aulas.

“Creio que seguirá nesse formato virtual por mais um tempo, mas sei que continuará sendo bom. Neste momento em que ficamos em casa, fica tudo monótono, mas quando pego o contrabaixo entro em outro universo”, finaliza o estudante.

 


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