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Plano Emergencial impõe regras em vários Municípios, menos em Franca

  • Bernardo Teixeira
  • Publicado em 12 de março de 2021 às 07:01
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Em etapa ainda mais restritiva do que a vermelha pára cultos religiosos, competições esportivas e take-away no comércio estão proibidos

 

Funcionamento do comércio em Franca deve seguir restrições à riscaPOSIÇÃO: Mesmo com a situação grave na economia, a luta pela vida é essencial nessa pandemia

Embora o governo do Estado tenha anunciado o Plano Emergencial no período de 15 a 30 de março, o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira mantém a flexibilização de diversos segmentos.

O município teve nesta quinta-feira o registro de 7 mortes e uma taxa de ocupação em torno de 84% nos leitos de UTI Covid.

Mas, Franca se mantém diante de liminar apresentada pela Prefeitura, que poderá ser derrubada em ação que está sendo proposta pelo Ministério Público Estadual junto a Procuradoria do Estado.

Cidades vizinhas vão acompanhar as novas determinações. A ação do governo do Estado, busca frear o avanço da pandemia da Covid-19 e reduzir as internações nos hospitais, além do toque de recolher das 20h às 5h e da suspensão das atividades não essenciais, estão proibidas em todo o estado:

  • competições esportivas, como as partidas pelo Paulistão 2021;
  • cultos religiosos;
  • a abertura de lojas de materiais de construção;
  • o take-away, sistema de retirada de produtos em restaurantes e comércio em geral, que agora poderão apenas funcionar em sistema drive-thru, das 5h às 20h, e por delivery 24h por dia;
  • o uso de parques.

As autoridades também estabeleceram como obrigatório o home office para atividades administrativas não essenciais, o que inclui escritórios em geral e órgãos públicos.

As novas restrições da fase emergencial devem alterar a circulação de 4 milhões de pessoas economicamente ativas em todo o estado em 14 setores:

  • Escritórios, call-center, jurídico e atividades administrativas
  • Estabelecimentos comerciais
  • Administração pública
  • Restaurantes, bares e padarias
  • Transporte coletivo e individual
  • Educação (básica, fundamental e médio)
  • Comércio para eletrônicos
  • Tecnologia
  • Comércio para materiais de construção
  • Ensino superior e outros ramos de educação
  • Supermercado e similares
  • Hotelaria
  • Esportes
  • Telecomunicações
  • Recomendações

Para tentar diminuir a aglomeração em horários de pico no transporte público, a fase emergencial também prevê uma recomendação para que empresas adotem horários diferentes para entrada de funcionários:

  • 5h às 7h: indústria
  • 7h às 9h: serviços
  • 9h às 11h: comércio

No âmbito da educação, as regras seguem as mesmas da fase vermelha, mas com um reforço de recomendação para que todas as atividades presenciais sejam reduzidas ao mínimo necessário.

Na rede estadual, no entanto, as unidades estarão abertas apenas para distribuição de materiais e chips, com agendamento prévio, e os recessos de abril e de outubro serão antecipados para o período entre 15 e 28 de março sem prejuízo do calendário escolar.

SEGUNDA ONDA

De acordo com o estado, as medidas, “impopulares”, na própria definição do governador João Dória, são adotadas diante de um aumento de 47% no número de pessoas internadas em relação à primeira onda da Covid-19, com 20 dias consecutivos de recorde de pacientes hospitalizados, bem como de uma fila de mais de mil pessoas à espera de uma vaga no sistema de saúde.

Além disso, 53 municípios na região de Franca, Barretos e Ribeirão Preto chegaram a 100% nas taxas de ocupação de UTI nesta quinta-feira, diante de 32 na segunda-feira (8).

“É a velocidade de instalação da pandemia no nosso estado que compromete a assistência à vida”, afirmou o secretário estadual de Saúde Jean Gorinchteyn.


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