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Preso em Franca investigado em fraudes contra prefeituras do interior paulista

  • Dayse Cruz
  • Publicado em 9 de fevereiro de 2021 às 06:00
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Homem detido em Franca atuava como representante de empresas de uniformes e materiais escolares em processos licitatórios

CPJ em FrancaCPJ em Franca

Um investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no âmbito da Operação Dólos se entregou à Polícia Civil na tarde da última segunda-feira (8), em Franca, onde vai ficar preso temporariamente na Cadeia Pública do Guanabara.

Segundo o promotor Rafael Piola, do MP de Franca, o homem é de Ribeirão Preto e atuava como representante do grupo suspeito de fraudar licitações de uniformes e materiais escolares em prefeituras do estado de São Paulo.

O desvio teria causado prejuízo de R$ 40 milhões aos cofres públicos.

Ainda segundo Piola, a promotoria pediu a prorrogação de mais cinco dias da prisão preventiva dos outros presos na operação, que se encerra na quinta-feira (11).

Solto

O Ministério Público também informou que o empresário José Ailton Gomes, preso em Ribeirão Preto, foi solto.

A promotoria entendeu que não seria necessário mantê-lo preso para dar seguimento às investigações devido à forma que se dava a participação dele no esquema.

No dia em que a operação foi deflagrada, os promotores disseram que Gomes fazia parte do nicho de empresas parceiras e que ele fracionava as licitações para que todos os parceiros do grupo fraudulento, com sede em Orlândia (SP) e Itanhaém (SP), recebesse o valor destinado à contratação dos serviços.

Procurada, a defesa dele afirmou que vai se manifestar apenas nos autos do processo.

Operação Dólos

A Operação Dólos é um desdobramento da Operação Loki e apontou que o esquema de corrupção até então descoberto na Prefeitura de Orlândia em 2019 era mais abrangente do que o desvio apurado de R$ 14 milhões no município.

Objetos recuperados na zona rural no âmbito daquelas investigações levantaram indícios da existência de um cartel com empresas de Orlândia e de Itanhaém formado em 2014 para fraudar licitações de fornecimento de uniformes e materiais escolares.

Deflagrada em 2 de fevereiro, a Dólos prendeu 14 suspeito de envolvimento no esquema, além de apreender documentos e aparelhos em 12 prefeituras de São Paulo e na casa de outras pessoas supostamente envolvidas.

O esquema

Segundo as investigações, para vencer os contratos e combinar os valores das propostas, o grupo utilizava empresas em nome de funcionários e familiares, considerados laranjas, e que, na maioria das vezes, estavam no mesmo endereço.

Em alguns casos, as empresas nem existiam, mas, de acordo com o MP, parte da movimentação financeira do grupo circulava nas contas bancárias dessas firmas.

Para funcionar, o esquema contava com servidores públicos que atuavam a favor dos empresários dentro das prefeituras, segundo a promotoria.

(Com informações do G1)


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