Município pode perder R$ 132 milhões com impacto fiscal e falta de mobilização

  • Marcia Souza
  • Publicado em 6 de julho de 2022 às 17:00
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Afirmação é do vereador Gilson Pelizaro, que critica o prefeito: “Franca não é uma ilha”

Câmara de Franca

Afirmação é do vereador Gilson Pelizaro, que critica o prefeito: “Franca não é uma ilha”

O vereador Gilson Pelizaro fez críticas à atual gestão municipal e alertou que, por falta de iniciativa do governo, Franca pode ter prejuízos milionários.

Pelizaro comentou sobre o impacto fiscal das medidas em debate no Congresso Nacional e que gerou discussão nos municípios.

“A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mobilizou e mais de mil prefeitos estão hoje (terça) em Brasília e, não sei o porquê, e quero lamentar, Alexandre não está nesse movimento”, disse o vereador.

O vereador citou as dificuldades do município e os pedidos frequentes na busca de verbas por emendas parlamentares de deputados.

“É R$ 100 mil para um, R$ 200 mil para o outro (…) coisas paliativas que ajudam sem dúvida no orçamento (…) mas precisa ir atrás daquilo que vai impactar no dia a dia do cidadão no município”, explicou Pelizaro.

Ele apresentou números da CNM que revelam impacto imediato de R$ 73 bilhões com relação aos municípios podendo chegar a R$ 200 bilhões.

“Uma proposta absurda do Governo Federal, nós estamos saindo de uma pandemia onde o número de desempregados é grande, o número de pessoas com fome é gigante, são mais de 33 milhões de pessoas no país e Franca não é uma ilha, sofre as consequências do que é estabelecido no Congresso Nacional”, disse.

O parlamentar falou que, sobre as mudanças que geram dificuldades às Prefeituras, haverá um impacto de R$ 132 milhões, só na questão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Franca vai perder R$ 16 milhões, na questão da redução de IPI”, detalhou.

E alertou sobre os valores, dizendo que Franca deveria estar presente na movimentação de prefeitos.

“Vamos torcer para que a pressão dos prefeitos que estão lá, mesmo com a ausência do nosso, funcione (…) e que o Governo Federal não transfira somente ônus, obrigações para os municípios e depois corte o recurso”, concluiu.


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