Muitos francanos consomem remédio por conta própria e colocam a saúde em risco

  • Roberto Pascoal
  • Publicado em 1 de novembro de 2025 às 16:00
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Pessoas buscam resolver de forma rápida e sem o auxílio de um profissional situações de saúde do dia a dia

O consumo de medicamentos sem prescrição médica, praticado por muitos francanos, é um hábito comum entre os brasileiros de forma geral e segue sendo motivo de preocupação para autoridades de saúde do país.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de entidades do setor farmacêutico indicam que a automedicação é praticada por grande parte da população, muitas vezes como forma de aliviar sintomas de forma imediata ou evitar idas ao médico, ainda que necessárias.

Analgesia, febre e gripes estão entre as principais razões para o uso de remédios sem orientação profissional. Produtos de venda livre, como analgésicos e antitérmicos, figuram no topo da lista dos mais utilizados, mas há também casos envolvendo medicamentos que exigem prescrição, como antibióticos e ansiolíticos, o que representa um risco adicional à saúde pública.

Alerta!

Especialistas alertam que o uso inadequado de remédios pode causar efeitos adversos, mascarar doenças mais graves e até provocar intoxicações. Segundo a Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos, intoxicações por uso incorreto de fármacos estão entre as principais causas de atendimentos em pronto-socorros.

Entre os fatores que contribuem para o problema estão a facilidade de acesso a informações superficiais na internet, a compra sem controle em farmácias e o hábito cultural de buscar soluções rápidas para sintomas comuns.

A Anvisa e o Ministério da Saúde reforçam a importância da prescrição médica como forma de garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, lembrando que até os produtos considerados “simples” podem representar riscos quando utilizados de forma inadequada.


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