Pessoas buscam resolver de forma rápida e sem o auxílio de um profissional situações de saúde do dia a dia
O consumo de medicamentos sem prescrição médica, praticado por muitos francanos, é um hábito comum entre os brasileiros de forma geral e segue sendo motivo de preocupação para autoridades de saúde do país.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de entidades do setor farmacêutico indicam que a automedicação é praticada por grande parte da população, muitas vezes como forma de aliviar sintomas de forma imediata ou evitar idas ao médico, ainda que necessárias.
Analgesia, febre e gripes estão entre as principais razões para o uso de remédios sem orientação profissional. Produtos de venda livre, como analgésicos e antitérmicos, figuram no topo da lista dos mais utilizados, mas há também casos envolvendo medicamentos que exigem prescrição, como antibióticos e ansiolíticos, o que representa um risco adicional à saúde pública.
Alerta!
Especialistas alertam que o uso inadequado de remédios pode causar efeitos adversos, mascarar doenças mais graves e até provocar intoxicações. Segundo a Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos, intoxicações por uso incorreto de fármacos estão entre as principais causas de atendimentos em pronto-socorros.
Entre os fatores que contribuem para o problema estão a facilidade de acesso a informações superficiais na internet, a compra sem controle em farmácias e o hábito cultural de buscar soluções rápidas para sintomas comuns.
A Anvisa e o Ministério da Saúde reforçam a importância da prescrição médica como forma de garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos, lembrando que até os produtos considerados “simples” podem representar riscos quando utilizados de forma inadequada.