IR 2026: Planejamento financeiro pode aumentar restituição; saiba como

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 8 de abril de 2026 às 12:30
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Restituição elevada pode indicar recolhimento ineficiente e que erros comuns evoluem para autuação e multa

Especialista explica como evitar malha fina e equilibrar restituição no Imposto de Renda (Foto Arquivo)

 

Durante o período de entrega da declaração do Imposto de Renda, a preocupação de muitos contribuintes costuma se concentrar na possibilidade de cair na malha fina.

Mas, além de evitar pendências com a Receita Federal do Brasil, preencher corretamente todas as informações também influencia diretamente no valor final da restituição ou do imposto a pagar.

Segundo Eduardo Galvão, sócio do Granito Boneli Advogados, uma restituição elevada nem sempre representa vantagem financeira para o contribuinte.

De acordo com ele, em muitos casos isso significa que houve recolhimento acima do necessário ao longo do ano, ou seja, o contribuinte antecipou recursos ao Fisco antes do prazo ideal.

Equilíbrio entre imposto pago e devido é o cenário ideal

Na prática, a restituição é apenas a devolução do que foi pago a mais e não deve ser interpretada como ganho extra.

Por isso, o cenário considerado mais eficiente é aquele em que o valor do imposto devido se aproxima ao máximo do total já recolhido durante o exercício fiscal.

Para alcançar esse equilíbrio, o uso correto das deduções legais faz diferença.

Galvão explica que contribuições para planos do tipo PGBL permitem dedução de até 12% da renda tributável, enquanto aplicações em VGBL não geram esse benefício fiscal.

Também é possível destinar até 6% do imposto devido a fundos sociais diretamente na declaração, sem custo adicional ao contribuinte.

Escolha do modelo interfere no resultado final

Outro ponto importante é a definição entre os modelos simplificado e completo.

O modelo simplificado aplica desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34.

Já o modelo completo costuma ser mais vantajoso para quem reúne despesas dedutíveis mais elevadas, especialmente com saúde, educação e dependentes.

Nas despesas educacionais, o limite anual permitido é de R$ 3.561,50 por pessoa.

No caso dos gastos com saúde, não existe teto de dedução, mas todos os valores precisam estar rigorosamente comprovados.

Receita cruza dados e inconsistências geram malha fina

A Receita Federal cruza automaticamente as informações declaradas com dados fornecidos por planos de saúde, clínicas, médicos, escolas e demais prestadores de serviço.

Qualquer divergência pode levar a declaração para análise mais detalhada.

Segundo o especialista, o principal risco está em tratar o preenchimento como mera formalidade.

Ele alerta que pequenos ajustes ou omissões dificilmente passam despercebidos em um sistema cada vez mais automatizado e parametrizado.

Prazo termina em maio e Pix garante prioridade

Em 2026, o prazo para envio da declaração vai de 23 de março até 29 de maio.

Entregar antes do prazo não aumenta o valor da restituição, mas melhora a posição na fila de pagamento.

Terão prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por restituição via Pix.

Calendário da restituição em 2026

A Receita prevê o pagamento em quatro lotes:

• Primeiro lote: 29 de maio
• Segundo lote: 30 de junho
• Terceiro lote: 31 de julho
• Quarto lote: 28 de agosto

A estimativa do Fisco é de que cerca de 80% dos contribuintes recebam os valores até o fim de junho.

Fonte: CNN


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