Internações por Covid-19 crescem no estado de SP pela 2ª semana seguida

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 24 de novembro de 2020 às 04:35
  • Modificado em 11 de janeiro de 2021 às 09:21
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Dados mostram que a média de internações no estado de SP é a maior desde o início de outubro

A internações por Covid-19 no estado de São Paulo voltaram a crescer na última semana, segundo dados oficiais da Secretaria da Saúde. 

Houve um aumento de 17% nas internações entre os dias 15 e 21 de novembro, após aumento de 18% na semana anterior, de 8 a 14 de novembro. 

Os dados mostram, portanto, que as internações crescem mesmo na comparação com uma semana em que já ocorria alta.

No último domingo (22), a média móvel de novas internações por Covid-19 em SP chegou a 1.205 hospitalizações por dia. 

O número é o maior desde o dia 10 de outubro. 

No início de novembro, a média estava em queda e chegou a ser de 857 internações ao dia. Os dados levam em conta os hospitais públicos e privados.

Na Grande São Paulo, os indicadores mostram que a média móvel atual é a maior desde o dia 6 de setembro. 

São 727 internações de pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 por dia na região metropolitana, segundo dados do governo estadual.

Apesar disso, o governo estadual nega que esteja em curso uma segunda onda da doença no estado. 

Em coletiva de imprensa na última segunda-feira (23), a secretária de Desenvolvimento Econômico do governo estadual, Patrícia Ellen, disse que os dados ainda estão “muito longe” de números compatíveis com uma segunda onda de Covid-19.

“O dado de internação, que é confiável, que é o dado do estado, nós tivemos na semana passada um aumento de 18% nas internações, agora de 17%, muito longe do número de segunda onda”, afirmou Patrícia Ellen.

“Então com os dados não há segunda onda nesse momento, mas há, sim, uma preocupação, uma necessidade de acompanhamento”, completou.

Na última segunda-feira (16), a gestão estadual admitiu que ocorria um aumento nas internações de casos suspeitos e confirmados da doença na semana do dia 8 ao dia 14 de novembro, em relação à semana anterior.

Antes disso, mesmo com o alerta de médicos de hospitais particulares da capital e com dados oficiais que já apontavam para aumento na Grande São Paulo, o governo negava que a doença estava avançando no estado.

De acordo com boletim do município de São Paulo, esta segunda-feira (23) teve o maior percentual de ocupação de leitos por Covid-19 no mês: 49% nos hospitais municipais e 74% nos contratados.

Decreto suspende cirurgias eletivas​

O governo de São Paulo anunciou na última quinta-feira (19) um decreto determinando que os hospitais não desmobilizem os leitos que foram criados para atender exclusivamente pacientes da Covid-19.

Além disso, também serão suspensos os novos agendamentos de cirurgias eletivas de outras doenças, aquelas de casos que não são considerados emergenciais. 

Os atendimentos haviam sido retomados nos meses anteriores, quando houve queda dos indicadores da Covid-19.

Restrições da quarentena​

Após críticas pelo congelamento da classificação do Plano São Paulo, que define regras mais duras ou brandas da quarentena, o governo também decidiu na quinta voltar a realizar a análise a cada 14 dias, e não mais a cada mês.

“O período de um mês era adequado na curva descendente, como agora tivemos duas semanas consecutivas com aumento de internações nós estamos agora mudando para acompanhar a classificação a cada 14 dias”. 

“Se esta tendência se mantiver, os indicadores vão demonstrar e teremos sim que tomar medidas mais restritivas”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

Atualmente, os 39 municípios da Grande São Paulo estão oficialmente na fase verde do Plano São Paulo. 

Mas, na semana passada, a região já apresenta indicadores da epidemia de Covid-19 compatíveis com a fase amarela mais restritiva, graças à piora da doença na capital, nos municípios do Grande ABC, que compõe a sub-região Grande SP Leste, e na sub-região Grande SP Norte.

*Informações G1