​Gilson de Souza bota a cara e perde feio em Franca; Gilsinho teve votação pífia

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 8 de outubro de 2018 às 16:31
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:04
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Prefeito contava com eleição do filho, mas fracassou na transferência de votos em Franca e em toda região

O prefeito Gilson de Souza (DEM) entrou de cabeça na campanha do filho, Gilson de Souza Júnior (PRB) na eleição de deputado federal. 

Tanto que Gilson e seu time de marqueteiros “aposentaram” o apelido “Gilsinho”, que é a forma como todos o chamam, para usar o nome de batismo.  

Detalhe: com o Júnior resumido a Jr e quase imperceptível nos materiais de campanha. 

Gilson e Gilsinho, além de outros familiares e pessoas ligadas à família Souza insistiram na tecla de que o rapaz se elegeria com 35 mil votos. 

Dois engodos: o primeiro, que ele atingiria 35 mil votos e, o segundo, que essa quantidade seria suficiente para elegê-lo. 

O primeiro engodo caiu rápido. Gilson Júnior ficou longe das votações do pai para deputado e conseguiu parcos 16,1 mil votos em Franca e nas cidades da região.

No pleito passado, Gilson pai chegou a 49 mil somente em Franca.

Apesar de bastante gente trabalhando na rua e material por toda a cidade escrito “Gilson de Souza”, a tão esperada vitória não veio para Gilsinho. 

Ele atingiu somente 12 mil votos em Franca e pouco mais de quatro mil fora da cidade. 

Longe dos 35 mil votos previstos, Gilsinho ficou na 17ª colocação na chapa “pura” do PRB. 

Em uma conta rápida, faltaram 66 mil votos para que o filho do prefeito se elegesse no lugar de Maria Rosas, última eleita do partido.

Mas pode-se dizer que esta derrota foi muito mais do prefeito Gilson que de Gilsinho. 

Ele como prefeito, deputado de “quatro mandatos” e ex-vereador pôde ver com clareza que sua tentativa de transferir votos falhou. 

Trata-se de um recado claro a Gilson de Souza e a quem gravita em torno do prefeito que a população de Franca não está satisfeita com a gestão atual e com a série de problemas que vêm sendo criados além dos já existentes quando iniciou sem mandato. 

Há mais dois anos para Gilson se reerguer. Ou se conformar com a profundidade do ostracismo político que se desenha para as próximas eleições.


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