Fogos de artifício x pets: veja como proteger cães e gatos nas festas de fim de ano

  • Nene Sanches
  • Publicado em 28 de dezembro de 2025 às 20:00
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Veterinária reúne orientações práticas para reduzir o impacto dos ruídos e evitar riscos à saúde dos animais durante o Réveillon

A poucos dias do Ano-Novo, um tema volta a preocupar tutores de animais de estimação: como minimizar o sofrimento de cães e gatos diante dos barulhos intensos provocados pela pirotecnia?

Embora reajam de maneiras diferentes, ambas as espécies podem ser afetadas pelos estrondos.

Para orientar os cuidados necessários, o jornal argentino La Nacion ouviu a veterinária Leila Peluso, que elaborou um guia com recomendações específicas para esse período.

As 10 principais orientações para proteger cães e gatos dos fogos

1. O primeiro passo é conhecer o perfil do animal. Aqueles que já demonstraram medo intenso em anos anteriores exigem atenção redobrada. Outros, menos sensíveis ao barulho, tendem a lidar melhor com a situação, o que permite maior tranquilidade aos tutores.

2. É fundamental que cães e gatos utilizem coleira com identificação e telefone do responsável. Durante as festas, aumentam os casos de fuga motivados por sustos, e a plaquinha pode ser decisiva para que o animal seja devolvido.

3. Se o animal permanecer em casa enquanto a família sai para comemorar, deve-se garantir um espaço seguro e confortável. Para gatos, caixas ou locais pequenos e escuros costumam funcionar bem. Para cães, a própria casinha ou um ambiente com o cheiro familiar, além de água e comida disponíveis.

4. Outra recomendação é manter um ruído de fundo, como ventilador ou música suave, ajudando a abafar os sons externos. Também podem ser usados métodos naturais, como feromônios em spray, específicos para cães ou gatos, que contribuem para a sensação de calma.

5. Caso o animal acompanhe a família a outra residência, o uso de guia, coleira e identificação torna-se ainda mais importante, prevenindo perdas em situações de fuga por medo.

Perigo de fuga

6. O controle das entradas da casa deve ser reforçado. Portas abertas para a chegada de convidados ou para brindes do lado de fora representam risco. Nesses momentos, o ideal é manter o animal em outro cômodo ou preso à guia.

7. Durante as festas, é comum oferecer restos de comida aos animais, prática que deve ser evitada. Alimentos gordurosos ou diferentes da dieta habitual podem causar vômitos e diarreia no dia seguinte.

8. Para o horário da virada ou dos maiores estrondos, uma alternativa é o uso de tapetes de lambedura — placas de silicone onde se coloca alimentos seguros e atrativos. O ato de lamber ajuda a reduzir a ansiedade e a desviar a atenção dos ruídos.

9. A sedação só deve ser considerada com orientação veterinária. Em alguns casos específicos, pode ser indicada, mas nunca por conta própria.

10. Por fim, o jornal O Globo diz que se o animal for atingido por um fogo de artifício, é necessário avaliar o ferimento. Lesões profundas exigem limpeza imediata e atendimento urgente em um centro veterinário de emergência.


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