Farmácias pedem a governo para auxiliar na vacinação contra a Covid-19

  • Salvador Netto
  • Publicado em 6 de janeiro de 2021 às 21:30
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O CFF (Conselho Federal de Farmácia) e a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) têm procurado o Ministério da Saúde para que farmácias públicas e privadas se tornem pontos de vacinação contra a Covid-19. No Brasil, há cerca de 90 mil farmácias registradas.

Ao menos 4.573 unidades com salas de imunização e 6.860 farmacêuticos em todo o país já foram colocados à disposição da pasta pela Abrafarma para a realização do serviço em todo o país.

Dados da FIP (Federação Internacional Farmacêutica), mostram que as farmácias nos EUA, no Reino Unido e na Irlanda já estão auxiliando as autoridades na vacinação contra a Covid-19.

Mas a iniciativa divide a opinião de especialistas ouvidos pela reportagem de Raquel Lopes, da Folhapress.

O Brasil possui atualmente, segundo o Ministério da Saúde, 38 mil salas de vacinas, podendo chegar a 50 mil postos em períodos de campanhas e 52 Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais.

Walter Jorge João, presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), disse que o número de farmácias que disponibilizariam o serviço poderia ser ainda maior, uma vez que a Abrafarma representa parte das farmácias registradas no conselho.

“As vantagens para a prestação desse serviço em farmácias seriam a maior facilidade de acesso da população, com horários mais variados e estendidos, e a maior proximidade da residência dos pacientes”, disse.

Ele acrescentou que desde março do ano passado o CFF tem se reunido com membros do Ministério da Saúde para falar sobre o interesse da ampliação da capacidade da rede de vacinação com a ajuda das farmácias, mas o governo federal ainda não deu nenhuma sinalização sobre o assunto.

O Ministério da Saúde foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, também já encaminhou ao Ministério da Saúde e aos estados documento que coloca as farmácias à disposição das autoridades.

Para facilitar a logística, sugeriu que as vacinas sejam disponibilizadas pelo governo federal e entregues nos Centros de Distribuição das redes associadas.

A partir daí, as empresas providenciam a distribuição para as 4.573 localidades.

Além disso, nas redes associadas à Abrafarma, seria utilizado um sistema de agendamento eletrônico com a finalidade de evitar filas, minimizando riscos na operação.

“Com esse quantitativo de salas conseguiríamos imunizar 365.840 pessoas por dia no país. Estamos tentando ajudar até para ter mais adesão, muitas pessoas têm medo de enfrentar o serviço comum”, disse.


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