Epidemia? Ribeirão Preto registra aumento de 698% nos casos de dengue

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 2 de abril de 2019 às 22:38
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 19:28
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Foram 110 confirmações de janeiro a março do ano passado contra 878 neste ano – pacientes chegam a 2.217

O
número de casos de dengue subiu 698% no primeiro trimestre de 2019, se
comparado ao mesmo período de 2018, em Ribeirão Preto. Foram 110 confirmações
de janeiro a março do ano passado contra 878 neste ano. Os pacientes com
suspeita do vírus chegam a 2.217.

A Zona Leste concentra 292 casos e é a
região com mais ocorrências da doença. Em todo o ano passado, 90 moradores
contraíram dengue. Os dados do boletim epidemiológico foram divulgados pelo
Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento, da Secretaria Municipal da
Saúde.

Apesar do salto, o número ainda está longe
de atingir o alcançado na última epidemia registrada na cidade, em 2016, quando
35.043 pessoas contraíram o vírus da dengue.

A Prefeitura informou que as ações
promovidas pela Secretaria da Saúde em parceria com a comunidade e a iniciativa
privada têm contribuído para a conscientização sobre a importância de combater
os focos do mosquito transmissor.

O
médico infectologista e professor de infectologia da Faculdade de Medicina de
Ribeirão Preto, Benedito Fonseca, alerta que o vírus deve circular com mais
evidência até o fim de abril. “Como em março chove bastante, existe uma
quantidade maior de mosquitos se reproduzindo nesse período. Os mosquitos vivem
até abril e, se eles estiverem infectados, eles vão transmitir a doença.”

De
acordo com Fonseca, os pacientes infectados têm apresentado quadros mais graves
da doença, porque contraíram um sorotipo que não circulava em Ribeirão Preto há
pelo menos dez anos. “Uma infecção pelo sorotipo 1 da dengue, que é diferente
daquele que causou a primeira infecção, pode resultar em uma doença mais grave
nesse paciente que está tendo essa segunda infecção pelo vírus. A gente está
tendo na cidade toda uma circulação do dengue sorotipo 2. Ele é considerado mais
virulento, causa uma doença uma pouco mais grave que os outros.”

Para
o especialista, é essencial que o poder público e os moradores mantenham a
vigilância para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.


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