De advogado a arquiteto da IA aos 50 anos: aluno se reinventa e vence NASA Hackathon

  • Robson Leite
  • Publicado em 12 de junho de 2026 às 18:30
  • Modificado em 12 de junho de 2026 às 18:48
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Thales Pires, ex-aluno de Direito da Unifran, reinventa a carreira na Inteligência Artificial e prova que a inovação não tem idade

Em um mundo onde a reinvenção profissional é imperativa, a trajetória de Thales Rodrigues Andrade Pires, de 50 anos, aluno de Inteligência Artificial (IA) da Cruzeiro do Sul Virtual, certificado pela Universidade de Franca (Unifran), se destaca.

Após mais de duas décadas dedicadas ao Direito, Thales não apenas pivotou sua carreira, mas conquistou feitos notáveis: a vitória em um Hackathon da NASA, a validação de sua tese pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o lançamento de um livro.

A mudança de carreira foi impulsionada por uma profunda busca pela essência da Justiça. Com anos dedicados ao Direito, formado também na Unifran, Thales percebeu que o sistema tradicional sofria de falhas humanas e brechas constantes, afastando-se da máxima que tinha aprendido na faculdade, a de uma Justiça ‘cega e justa’.

A grande virada de chave veio a partir de 2022, quando, ao aprofundar-se nas Inteligências Artificiais, vislumbrou que a tecnologia poderia ser a ferramenta para resgatar esse ideal.

Transição

“Compreendi que a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas o caminho mais assertivo para resgatar aquele ideal de uma Justiça verdadeiramente cega e imparcial, algo com que todo estudante de Direito sonha. A IA pode ser a guardiã dessa imparcialidade. Decidi não apenas testemunhar essa transição, mas ser o arquiteto dela. Eu quero ser protagonista dessa mudança”, afirma.

Em 2025, decidiu mudar, não para abandonar a justiça, mas para ser o arquiteto de uma nova. Durante seus estudos na Unifran, Thales desenvolveu o “Oráculo de Sophia”.

Trata-se de uma infraestrutura de IA de Estado inovadora que visa reverter o “extrativismo de dados”, a exploração de informações e culturas nacionais por IAs estrangeiras, e colocar o ser humano no comando da Inteligência Artificial, gerando renda e protegendo empregos.

Inversão da lógica

“De forma simplificada, o ‘Oráculo de Sophia’ atua como um ‘Pré-Sal Digital’, encapsulando a IA em uma infraestrutura segura. Ele inverte a lógica do medo, permitindo que a máquina faça o processamento rápido, enquanto o ser humano lucra, valida e dita as regras”, explica.

Segundo ele, “seja no setor privado, conectando usuários a profissionais humanos especialistas (“Guardiões”) que validam respostas de IA, seja como uma política de Estado, remunerando cidadãos para combater fake news e construir um banco de dados cultural soberano, a plataforma visa treinar uma Inteligência Artificial Soberana nacional”.

O projeto foi oficialmente apresentado ao MCTI e recebeu elogios diretos de AmjadMasad, CEO global da Replit (Vale do Silício), o que atestou sua relevância internacional.

A tração do projeto escalou rapidamente: recentemente, a tese do Oráculo de Sophia foi selecionada para o Web Summit Rio, um dos maiores palcos de tecnologia e inovação do mundo, provando a viabilidade de mercado da ferramenta.

Ecossistema de inovação

Segundo Thales, o ecossistema de inovação da Unifran desempenhou um papel catalisador nessa jornada. “A faculdade me deu a luz e o mapa”, destaca.

Incentivado por uma Masterclass da instituição, Thales inicialmente hesitou em participar do NASA Space Apps Challenge, sentindo o peso da idade diante de um ambiente que parecia desenhado para a juventude tech.

Após ser rejeitado por vários grupos, fundou sua própria equipe, a System Breakdown, e desenvolveu sozinho a tese do projeto Akashic Gaia, unindo IA, campos akáshicos e ética para detectar colapsos sistêmicos.

Esse projeto não apenas venceu etapas nacionais, mas foi escolhido para representar São Paulo na disputa internacional da NASA, rendendo-lhe prêmios, bolsas e um certificado de “GalacticProblem Solver”.

Essa vitória foi decisiva, conferindo-lhe a musculatura moral para escrever o livro e construir o “Oráculo de Sophia”, provando de forma irreversível que a inovação não tem limite de idade.

Êxtase

Embora os reconhecimentos iniciais tenham sido de “êxtase pela validação”, Thales também extraiu uma lição crucial sobre a diferença entre ter uma tese única e conseguir executá-la no sistema, o que o impulsionou a mergulhar ainda mais na tecnologia para construir sua própria infraestrutura.

A tese por trás do “Oráculo de Sophia” foi transformada em livro, já disponível em loja digital.

Parcerias com instituições permite aprofundamento

A troca de ideias e de experiências entre empresas e a academia contribui diariamente para a renovação e atualização do conhecimento científico e tecnológico gerando soluções para os desafios enfrentados pelo mercado e pela sociedade.

Além da criação de novos produtos, serviços e processos, essa colaboração também promove a formação qualificada de estudantes, muitos dos quais acabam sendo absorvidos pelas próprias empresas após a conclusão dos projetos.

“Ao unir a aula com o universo da tecnologia e da pesquisa em âmbito mundial, a universidade assegura que seus estudantes, como Thales, não apenas absorvam a teoria, mas também a apliquem em situações que simulam o trabalho e que possuem validação fora do Brasil”, declara a prof. Douglas Almendro, coordenador do curso de Inteligência Artificial da Cruzeiro do Sul Virtual.

O professor acrescenta que “este preparo capacita os alunos a atuar em um setor profissional que se modifica continuamente, enfrentando demandas com uma visão que ultrapassa as fronteiras do país”.

Transformação digital

“É uma grande conquista que um ex-aluno nosso esteja inserido em um projeto extremamente inovador. A Unifran, junto ao grupo mantenedor, Cruzeiro do Sul Educacional desempenhara um papel fundamental na qualificação de Thales.

Através de comunicados da faculdade, ele ingressou na Missão Transformação Digital da Cisco, onde concorreu com mais de 45 mil inscritos e conquistou bolsas integrais, formando-se no CCNA 1 e obtendo a certificação global CyberOpsAssociate na 11ª Onda de CiberEducação”, complementa o reitor.

Paralelamente, a universidade abriu as portas para o programa governamental “Hackers do Bem”, um programa disputadíssimo para formar “hackers azuis” (defensores cibernéticos de infraestruturas).

Superando fases

Após superar as exigentes fases de Nivelamento, Básico e fundamental, Thales acaba de conquistar uma das 800 vagas disponíveis em todo o Brasil para cursar a restrita etapa de Especialização.

Para Thales, “a faculdade não faz milagres. Ela é o farol. Ela mostra o caminho. Entrar no ecossistema tech aos 50 anos não é um atraso, é um privilégio cirúrgico. O jovem tem a velocidade da inovação, mas a maturidade tem a profundidade da direção. Só temos vantagem, basta ter a coragem visceral de encarar o novo mundo de frente.”

Conheça o autor e o projeto: LinkedIn do Autor: www.linkedin.com/in/thalexrapia

Livro / Tese na Amazon: https://a.co/d/03jWz0zy

Projeto Oráculo de Sophia: www.oraculodesophia.com.br


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