Veja as fotos das 5 vítimas da tragédia ocorrida em SJB do Gloria
O corpo da quinta vítima da tromba d’água que atingiu a cachoeira do Zé Pereira, no sábado (22), em São João Batista do Glória (MG), foi enterrado na manhã desta terça-feira (25). Gustavo Alfredo Godinho Lemos Ferreira, de 26 anos, foi sepultado no Cemitério Central de Passos (MG). Os bombeiros seguem as buscas por um homem que ainda está desaparecido.
Gustavo era um dos procurados desde o incidente que atingiu a Cachoeira Zé Pereira. Ele e mais três amigos praticavam rapel em um paredão e outras duas pessoas nadavam quando foram atingidos pela tromba d’água.
O corpo de Gustavo foi localizado por volta das 11h30 da segunda-feira (24). Como o local é de difícil acesso, foi preciso o auxílio do helicóptero para fazer o resgate.
Outras quatro vítimas já haviam sido encontradas no domingo (23). Elas foram identificadas como:
Pollyana Laiane Diniz Furtado – 26 anos
Mariana de Melo Almeida Horta – 24 anos
Alexsandro Antônio Pereira de Souza – 32 anos
Maurílio Pádua Silveira – 30 anos
Até o momento, continua desaparecido o homem de 35 anos, que nadava no local. O trabalho de buscas foi retomado por volta das 8h desta terça. Quatro bombeiros e 10 voluntários participam dos trabalhos por terra, sem apoio do helicóptero.
Pollyana e Mariana foram enterradas em Passos nesta segunda-feira.
Alexsandro foi sepultado no cemitério municipal de Pratápolis (MG) e o corpo de Maurílio foi para Itaú de Minas (MG).
Tromba d’água
O incidente aconteceu quando um grupo de quatro jovens descia um paredão utilizado para rapel, no local, que é de difícil acesso e fica no bairro rural das Palmeiras.
As outras duas vítimas nadavam no poço na parte inferior da cachoeira quando a água chegou.
Um homem, que também estava nadando, conseguiu escapar e foi quem acionou o socorro. O Corpo de Bombeiros teve que fazer parte do percurso a pé e o trajeto todo levou cerca de 1h30.
Segundo o meteorologista Lucas Cantos, as trombas d’água ou cabeças d’água são fenômenos comuns em regiões rochosas, onde há acúmulo de água, mesmo com chuvas fracas.
Além disso, o paredão impede que as pessoas vejam as nuvens carregadas, o que dificulta que o alerta seja feito a tempo.