Coração na reta: frio, estresse e comilança aumentam risco de enfarte no inverno!

  • Rosana Ribeiro
  • Publicado em 29 de junho de 2025 às 12:00
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O organismo tende a contrair os vasos sanguíneos para manter a temperatura, o que pode elevar a pressão arterial, explica médica

Frio e outros fatores podem aumentar o risco de enfarte – foto Arquivo

 

O frio chegou com tudo e parece que ainda vai seguir intenso pelos próximos dias. De acordo com Hana Silveira, meteorologista da Climatempo, as madrugadas ficarão mais frias e os termômetros devem marcar 12°C, com possibilidade de ser a menor temperatura neste ano na capital.

O coração sente essa baixa térmica e há um aumento de internações por enfarte durante o inverno, de acordo com a cardiologista metabólica Priscila Sobral.

Mas o frio não é o único vilão. Segundo Priscila, que é membro da Sociedade Brasileira de Obesidade e da Sociedade Brasileira da Menopausa e Andropausa, outros fatores associados à estação influenciam como o aumento do estresse, mudanças na alimentação e acúmulo de gordura abdominal.

“Muita gente acha que só quem tem colesterol alto precisa se preocupar, mas o risco cardiovascular é multifatorial. A forma como o corpo lida com a insulina, o tamanho da circunferência abdominal e até os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, têm um papel importante nesse cenário”, explica a médica.

Especialista em saúde cardiometabólica, Priscila aponta que o frio pode funcionar como um gatilho para quem já está no limite.

“O organismo tende a contrair os vasos sanguíneos para manter a temperatura, o que pode elevar a pressão arterial. Se essa pessoa já tem resistência à insulina, gordura visceral ou está com o emocional abalado, o risco de um evento cardíaco aumenta”, alerta.

E não é preciso estar acima do peso para entrar na zona de risco.

“Há pessoas magras com circunferência abdominal aumentada e alto risco metabólico. Por isso, olhar só o número na balança não é suficiente” afirma.

Para prevenir, a receita é simples, mas exige disciplina: alimentação equilibrada, sono de qualidade, prática regular de exercícios e exames de rotina em dia.

“Um check-up cardiometabólico pode identificar alterações antes que elas virem problema. E quanto mais cedo a gente age, melhores são os resultados”, conclui a médica.

Fonte: Extra


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