Casa e Museu Cariolato: um descaso com a cultura, o patrimônio e a história

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 10 de novembro de 2020 às 10:49
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Prédio tombado pelo patrimônio municipal está se deteriorando pela falta de cuidado da Prefeitura

Artistas plásticos que fazem a história cultural de Franca estão tristes com a situação de abandono da Casa Cariolato.

Porém, todos dizem que é a real situação em que se encontra o Museu Casa de Cariolato no centro de nossa cidade, palco de grandes eventos das artes plásticas e oportunidades aos artistas francanos de exporem suas obras.

Neste local, na Rua Campos Salles esquina com a rua Thomaz Gonzaga, existe o ateliê do pintor Bonaventura Cariolato, dois jardins internos com características dos anos 50, vários cômodos para exposições e uma dependência que abriga a Academia Francana de Letras.

De 2005 a 2016 o local viveu um período de valorização cultural, com apoio das administrações municipais que tinham a preocupação de também preservar a história.

Além disso, havia Wagner Voss, um defensor da cultura francana, que não media esforços para realizar eventos e incentivar a arte.

Agora, o que existe é a visão do abandono do local pelos atuais gestores. “É degradante”, diz um artista, desolado, que fotografou o local para mostrar pouco caso com o local.

Independente do momento de pandemia, ninguém que se diz preocupado na preservação tem lutado para os cuidados com a Casa Cariolato.

Os atuais dirigentes culturais representados pela FEAC Fundação Esporte, Arte e Cultura, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura e Lazer e Prefeitura de Franca estão apáticos quanto a situação deste prédio histórico que já está com aproximadamente 100 anos de existência.

Nos planos de governo dos atuais candidatos a prefeito nas eleições deste ano nenhum deles cita a preservação dos patrimônios públicos, como exemplo também dos monumentos históricos que a cada dia estão sendo descaracterizados pelos roubos de placas de bronze, as quais identificam e contam um pouco da história de nossa cidade.

Enfim, se não houver a preocupação dos dirigentes culturais quanto à preservação e de agentes públicos empenhados nos cuidados, tudo isso não existirá mais e a história de Franca se perderá em pouco tempo.