Câncer de boca: três coisas a saber sobre o sexto câncer mais comum; conheça

  • Salvador Netto
  • Publicado em 5 de fevereiro de 2021 às 22:00
  • Modificado em 5 de fevereiro de 2021 às 22:06
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No Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, médico alerta para o sexto câncer mais comum no mundo

Na quinta-feira, dia 4 de fevereiro, foi marcada como Dia Mundial da Luta Contra o Câncer. Miguel de Araújo Nobre, diretor do Departamento de Higiene Oral da Malo Clinic Lisboa, chama a atenção para o sexto câncer mais comum do mundo e ainda pouco falado.

“Este é um câncer que quando detectado numa fase inicial, o tratamento tem uma taxa de sucesso de 80 a 90%. Contudo, o desconhecimento acerca desta doença leva a que muitas vezes seja detectada numa fase tardia e acabe mesmo por ser mortal”, diz.

Três coisas a saber sobre o câncer oral:

Fatores de risco: “os principais fatores de risco estão relacionados com o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas. Estima-se que, devido aos danos que o tabaco provoca nos tecidos, os fumantes têm um risco sete vezes superior de desenvolver câncer oral comparativamente aos não fumantes. Para além do tabaco e do álcool, também a exposição solar excessiva dos lábios, uma dieta pobre em vegetais e fruta, um sistema imunológicofrágil e a transmissão do vírus do papiloma humano são fatores de risco”.

Principais sintomas: “geralmente o câncer oral começa por ser silencioso e vai se desenvolvendo até se tornar doloroso. Inicialmente pode se manifestar através de manchas brancas ou avermelhadas, massas mais ou menos rígidas ou uma úlcera ou afta que não cicatriza. Outros sintomas que também costumam surgir são a mobilidade dentária, a dificuldade em engolir, a perda de sensibilidade e o aumento dos gânglios linfáticos”.

Como prevenir: “tal como na generalidade dos cânceres, também o câncer oral pode ser prevenido através de um estilo de vida saudável, evitando o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas e apostando numa dieta saudável com vegetais e frutas. Nunca esquecendo a visita ao médico dentista / higienista oral duas vezes por ano para que possíveis lesões sejam detectadas em fases precoces”.


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