A tutora não esconde o quanto ama esse fiapinho de manga, cuidando dele com toda dedicação, carinho e alegria.
Já imaginou acreditar que tem um vira-latinha e, de repente, durante um passeio na pracinha, uma desconhecida olha para você e diz que o seu cachorro é, na verdade, de uma raça rara e pouco conhecida?
O que você sentiria? Ficaria feliz, surpreso, pensativo, ou essa informação seria irrelevante, já que, no fim das contas, o que importa mesmo é o amor e a amizade que ele oferece todos os dias?
Com certeza, para Beatriz Rezende, a informação não teve importância. Na verdade, ela ficou foi preocupada se Joey, seu fiapinho de manga, iria ou não aprovar essa “atualização”.
Adoção de Joey
Beatriz é tatuadora em São Paulo e se especializou em tatuagens realistas de animais. Seu trabalho transforma em arte o amor das pessoas por seus pets, eternizando na pele laços de afeto que nunca se apagam.
Ela foi tutora de Arya, que infelizmente partiu, deixando saudade e uma grande lição. Como Beatriz relembra:
“A Arya veio pra me mostrar que é possível amar um pet incondicionalmente, e também me ensinou que não devemos perder um só segundo imaginando o dia em que eles se forem. Sofrer é pra quando esse dia chegar. Enquanto estão aqui, precisamos aproveitar tudo o que têm pra oferecer: alegria, amor e companheirismo.”
Por amar demais a Arya, Beatriz não fechou o coração para outro pet. E foi assim que, no dia 5 de junho de 2024, o pequeno Joey chegou à sua vida, trazendo um novo capítulo de amor e companhia.
Encontrou nas ruas
Beatriz contou que, no dia da adoção de Joey, saiu para resolver alguns compromissos e, durante o trajeto de Uber, começou a refletir: na próxima feirinha de adoção que encontrasse, iria visitar e, enfim, adotar um cachorro.
Só que o seu novo amigo de quatro patas não estava em uma feirinha de adoção, mas sim sozinho, perdido e perambulando pelas ruas.
Isso porque, nesse mesmo dia em que refletia sobre a adoção, Beatriz encontrou Joey, abandonado e precisando de um lar.
De abandonado a adotado
De acordo com notícia do portal Amo Meu Pet, o vira-latinha estava parado em frente a um bar. Beatriz entrou e perguntou sobre ele ao dono do estabelecimento. Foi então que descobriu a triste verdade: o cachorro havia sido abandonado por uma mulher que, ao ganhar um pitbull, decidiu se desfazer dele, deixando-o à própria sorte na região.
O dono do bar, percebendo o interesse de Beatriz pelo vira-latinha, perguntou sem rodeios: “Quer adotar ele?”. E, sem pensar duas vezes, ela disse sim, dando início a uma nova história de amor e companheirismo.
Desde então, Beatriz e Joey se tornaram inseparáveis. Ela não esconde o quanto ama esse fiapinho de manga, cuidando dele com toda dedicação, carinho e alegria.
Surpresa na praça
Para Beatriz, Joey não é apenas um cachorro, mas um companheiro de vida, que chegou para preencher seu coração e transformar cada dia em uma nova lembrança de amor incondicional.
“Eu agradeço todos os dias por ter encontrado esse danadinho. Ele realmente é a melhor parte da minha vida”, declarou Beatriz.
A dupla adora fazer tudo juntos e, sem dúvida, um dos momentos preferidos é o passeio no parque, onde Joey corre livre, explora cada cantinho e Beatriz aproveita para se encantar com a felicidade estampada no olhar do amigo.
E foi em junho, um ano após a adoção de Joey, que Beatriz teve uma surpresa: durante um passeio no parque, uma mulher que também estava com seu cachorro contou a ela que Joey não era um simples fiapo de manga, mas sim um Smoushond Holandês.
Que raça será essa de Joey?
Beatriz adotou Joey como um fiapo de manga, apelido carinhoso dado aos cães sem raça definida, geralmente magros, desgrenhados e cheios de personalidade, que encantam não pela aparência perfeita, mas pelo coração enorme e pelo jeito único de ser.
Quando a moça do parquinho contou a Beatriz que os chamados fiapos de manga podiam, na verdade, ser da raça Smoushond Holandês, ela custou a acreditar e correu para pesquisar mais informações na internet.
O Smoushond Holandês, também conhecido como Dutch Smoushond, é uma raça rara originária dos Países Baixos, tradicionalmente usada como caçador de roedores em estábulos e cocheiras. Reconhecido oficialmente pela UKC (United Kennel Club) em 2006, ainda é pouco conhecido fora de seu país de origem.
Bom, mas para ter certeza disso só mesmo realizando um teste de DNA e consultando um especialista, já que muitas vezes cães sem raça definida apresentam características semelhantes a determinadas raças, mas apenas a análise genética pode confirmar a verdadeira origem.
Nova identidade
Por isso, Beatriz não se deixou impressionar com a informação. Na verdade, ela ficou preocupada em saber se Joey aceitaria bem essa nova “identidade”, afinal, para ela, pouco importa o rótulo da raça: o que realmente conta é o amor e a conexão que os dois compartilham.
A tutora contou sua história em vídeo e compartilhou no perfil do Instagram @beatrizrtattoo, que reúne mais de 113 mil seguidores, no dia 20 de junho.
Na legenda, brincou: “Hoje no parquinho a moça disse que meu fiapinho de manga é, na verdade, um Smoushond Holandês. Que coisa mais chique HAUAHAUAH. Será que o Joey vai aceitar o novo status dele?”
A publicação recebeu milhares de visualizações e centenas de comentários divertidos.
Comentários divertidos
“Eu trabalhei em Londres e fiquei chocada que nas mansões tinha o fiapo de manga kkkkkk. Aí me falaram que era uma raça bem cara lá kkkkkkk e nós temos de graça.”, escreveu uma internauta.
“Eu tenho a teoria de que o Brasil inventou a raça vira-lata, porque não conseguimos falar esses nomes.”, disse outro, entre risadas.
“O cachorro buscando a descendência holandesa dele igual eu busco a minha italiana.”, ironizou um terceiro.
“O nome Fiapo de Manga é tão mais gostosinho de falaaaaar”, comentou outra.