Muitos tutores tem dúvidas e podem cometer equívocos na hora de alimentar os pets. Descubra o que está por trás de alguns mitos
A forma correta de alimentar os pets é uma preocupação de muito tutores. Alguns conceitos relacionados ao tema geram dúvidas e influenciam no comportamento dos donos com seus cães e gatos. Conheça as verdades científicas sobre os mitos da nutrição animal.
Considerando os milhares de anos de evolução e domesticação, é importante pensar que esses animais passaram por transformações fisiológicas, anatômicas e comportamentais.
Evolução animal
“A nutrição é um dos pilares da saúde. Muitos tutores ainda são influenciados por percepções que não refletem a realidade atual. Quando explicamos como os gatos e os cães evoluíram e quais são as suas necessidades, abrimos espaço para decisões mais conscientes, que favoreçam a qualidade de vida”, afirma Luciano Trevizan, veterinário especialista em nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Justamente por conta disso, eles são diferentes de lobos e felinos selvagens. Tomar decisões que estejam de acordo com os ancestrais não faz sentido, pois as necessidades destes não são as mesmas das espécies atuais.
Os carboidratos e proteínas vegetais
Outra questão que entra no debate é relacionada aos carboidratos que estão nos alimentos voltados para os pets. É preciso que os tutores entendam que eles são parte dessas formulações pois auxiliam no fornecimento adequado de energia para os pets.
Algumas pessoas podem associar que, assim como é para os humanos, esses macronutrientes estão ligados ao ganho de peso. Mas, nesse caso, o sobrepeso e a obesidade têm mais relação com o alto consumo de calorias diárias.
O ganho de peso não tem relação direta com os carboidratos
Apesar de também causarem dúvidas, as proteínas vegetais — como soja e feijão — podem ser fáceis de digerir e ainda fornecer todos os aminoácidos essenciais que os pets necessitam. O ponto principal está em manter o equilíbrio na alimentação, e não na origem da proteína.
Subprodutos de origem animal
Os subprodutos de origem animal também são vistos de forma equivocada quando se trata da nutrição pet.
De acordo com uma publicação do Metrópoles, esses produtos, como peles e ossos, recebem esse nome porque não são, de forma direta, destinados ao consumo humano. Porém, isso não significa que não são seguros e nutritivos para cães e gatos.
Segundo Carla Pistori, da Royal Canin Brasil, há um grande perigo quando a nutrição animal é discutida sob a ótica humana. “Gatos e cães têm necessidades nutricionais muito diferentes das nossas, por isso, um dos princípios centrais é priorizar os nutrientes, e não ingredientes específicos”, conclui.