A francana Regina Duarte assume a Secretaria de Cultura do governo federal

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 4 de março de 2020 às 10:48
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:26
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Nascida em Franca, Regina Duarte toma posse como a nova Secretária de Cultura do Governo Federal

Regina Duarte e Cesar Colleti, quando ela recebeu comenda no Palácio dos Bandeirantes

Regina Blois Duarte, nascida em Franca em fevereiro de 1947, numa casa na Pracinha do Cemitério, onde hoje está o centro cultural que ela conseguiu para Franca, toma posse como a Secretária de Cultura do governo Bolsonaro.

Tendo recusado o cargo assim que o presidente Bolsonaro foi eleito, Regina Duarte foi finalmente convencida a aceitar o convite para ser a Secretária Especial de Cultura do governo federal. 

Diante do conflito existente entre o núcleo político do governo e a classe artística, Regina Duarte foi apontada como o nome certo para trazer a paz ao setor e desenvolver a cultura, tanto a erudita como a popular.

Nascida em Franca, em fevereiro de 1947, numa casa na pracinha do Cemitério, Regina Duarte lutou para transformar o local num Centro Cultural. 

Regina Duarte e Eduardo dançando na festa Gente de Mérito

Foi ela quem conseguiu os recursos financeiros junto ao governo de José Serra em São Paulo e depois com o governador Geraldo Alckmin.

Colocada em contato com o prefeito de então, Sidnei Rocha, ela fez o esboço do projeto arquitetônico.

Também ficou em contato com a o planejamento da Prefeitura de Franca, enquanto o projeto estava sendo feito, para que o prédio fizesse o melhor em termos culturais, inclusive com um pequeno teatro.

Desde o início, Regina Duarte mobilizou seus amigos e os dirigentes de seus fã clubes espalhados pelo Brasil para reunir materiais sobre a sua vida e sua carreira. 

Ela mesma foi juntando na sua fazenda de Barretos as vestimentas e acessórios utilizados nas novelas e minisséries gravadas. 

Separou roupas da Viúva Porcina, de Chiquinha Gonzaga e das principais personagens que interpretou na sua carreira.

Regina Duarte visita a sede da Editora Izzon, que publica a revista Mérito

Em várias oportunidades visitou o prédio e pedia fotos semanais do andamento da obra, como se fosse a grande realização sua. 

Até que o prédio ficou pronto e um vereador fora da sintonia do que Franca poderia ganhar com o centro cultural, colocou outro nome no prédio.

Além de não ter feito absolutamente nada, ainda se apropriou do trabalho de quem lutou para dotar Franca de um centro cultural.

O desencanto de Regina Duarte foi imediato. Ela disse que nem queria seu nome enquanto fosse viva, mas aquele foi o local que ela nasceu e estava fazendo uma doação

Ela pensou em transformar o prédio num local de visitação, como existe em Brodowski, em Tambaú, em Fortaleza e em outras cidades, onde as autoridades valorizam as personalidades nascidas no local.

Agora, empossada no cargo de Secretária de Cultura, Regina Duarte tem a missão de incrementar o segmento cultural brasileiro.

Esse é um setor que ela conhece como poucos, por sua atuação na televisão, no cinema e no teatro, além da literatura, com enredos que rascunha para suas peças de teatro. 

Mesmo tendo posições políticas definidas, ela tem uma fácil disposição para o diálogo, além de tenacidade para incrementar todas as vertentes culturais.


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