O FaceApp está de volta… e os riscos de privacidade também, dizem os técnicos

  • Cesar Colleti
  • Publicado em 16 de junho de 2020 às 14:24
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 20:51
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Em 2019, o FaceApp foi criticada por termos de utilização e uma política de privacidade muito vaga

Quase um ano depois de ter surgido pela primeira vez, o FaceApp está de volta e mais popular do que nunca. Tudo graças a um filtro que permite aos utilizadores verem como seriam no sexo oposto.

A novidade fez com que várias celebridades (e anônimos) se juntassem à brincadeira mas, mesmo que tenha passado um ano, os problemas originais do app não parecem ter desaparecido.

Em 2019, o FaceApp foi criticada por termos de utilização e uma política de privacidade muito vaga.

Ainda que os responsáveis pelo FaceApp – uma empresa russa de nome Wireless Lab – tenham explicitado que o app recolha dados sobre o dispositivo em uso, o endereço IP ou os sites que visitamos, parece que ainda não há uma ideia clara de como esses dados são utilizados.

Mais ainda, mesmo que o FaceApp indique que todas as fotografias são apagadas num prazo máximo de 48 horas mas, como destaca o TechTudo, no tópico “Conteúdo do Utilizador” encontra-se o seguinte texto.

“O utilizador concede ao FaceApp uma licença global, não-exclusiva, isenta de ‘royalties’ e totalmente paga para usar, reproduzir, modificar, adaptar, criar trabalhos derivados, distribuir, executar e exibir o conteúdo do utilizador durante o termo deste contrato”. 

Significa isto que as fotografias podem ser utilizadas para fins publicitários sem o consentimento prévio do utilizador. 

Mais uma vez, pode se argumentar que qualquer rede social e plataforma digital já reúne os seus dados pessoais numa base diária mas, da mesma forma, deverá continuar a perguntar-se se vale a pena fornecer os seus dados e colocar em risco a sua privacidade.


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