Clientes denunciam situação, pois tem gente que tá na fila só para cobrar o lugar e ganhar às custas de outros
O que está acontecendo na fila da Caixa Econômica Federal de Franca (rua Monsenhor Rosa com a Saldanha Marinho) é considerado um absurdo.
Pessoas vão para a fila para marcar lugar e depois vender para quem precisa de fato entrar na agência.
Tão logo o governo federal anunciou a criação do auxílio emergencial, benefício criado pelo Governo Federal para minimizar os efeitos da crise do coronavírus sobre as famílias, centenas de pessoas que não conseguiram o benefício iniciaram a procura para tentar o recurso ou até mesmo para sacá-lo.
E, nesse meio tem pessoas ocupando vagas e vendendo o lugar para que as pessoas possam se livrar de ficar ao sol ou exposto ao risco do vírus na fila do banco.
Desde o início da semana, o que se tem percebido na Caixa Econômica Federal é uma extensa fila.
Para, de fato, ter acesso ao dinheiro, no entanto, muitos tem enfrentado aglomerações.
Alguns estão até passando a noite na fila e com isso foram identificadas pessoas vendendo lugares. As situações vêm sendo relatadas desde o começo dos saques, em abril.
Porém, com o monitoramento, somente nessa semana agentes da Caixa conseguiram identificar as pessoas que estão vendendo os lugares, mas eles nada podem fazer. Cabe às autoridades ou à polícia ou mesmo a Guarda Civil retirar as pessoas da fila.
Em todos os dias dessa semana a agência central da Caixa tem recebido centenas de pessoas.
E na fila é possível identificar os problemas enfrentados pelas pessoas. Uma delas explicou que está desempregada e o auxilio trará um suspiro às necessidades.
A pessoa destacou que está com o aluguel atrasado. Outra ressaltou o atraso do financiamento e na conta de luz. E ainda se percebe que tem gente querendo explorar os menos favorecidos pegando lugares de outros na fila.
Para identificar quem vende lugar basta ficar na fila. Tem gente que vende a R$ 50, R$ 70 ou mais.
Tem gente que está na fila para tirar proveito próprio, para ganhar dinheiro às custas dos outros. E o pessoal precisando no dinheiro, compra, pagando caro: cerca de 10% do valor do abono de emergência.
Na noite de terça-feira para quarta-feira foram mais de 30 pessoas passando a noite na fila. As pessoas dizem que isso é por conta do desespero. E a Caixa nada pode fazer para conter a situação.
Noite de espera
Por ter dificuldades em busca do auxílio, através do aplicativo Caixa Tem – plataforma disponibilizada pelo banco para movimentar o dinheiro do auxílio na poupança digital – as pessoas estão indo às agências em busca de informações e saque do valor.
A situação não poupa nem os mais vulneráveis. Uma jovem, grávida de 8 meses, chegou à agência e precisou enfrentar fila. “Até para parir tem que ter dinheiro”, brincou a grávida, que se sentou no chão devido ao cansaço e desconforto.