Falta de ar e cansaço? Entenda quando pode ser insuficiência cardíaca

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 19 de setembro de 2026 às 21:00
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Condição crônica afeta a capacidade do coração de bombear sangue adequadamente; sintomas como fadiga, inchaço e falta de ar exigem avaliação médica

Sente falta de ar e cansaço constante? Entenda o que é a insuficiência cardíaca, conheça os sintomas, fatores de risco e quando buscar um cardiologista (Foto Arquivo)

 

A insuficiência cardíaca é uma condição crônica e grave que exige acompanhamento médico contínuo. Reconhecer os sintomas precocemente e conhecer os fatores de risco são passos fundamentais para o controle da doença e a melhoria da qualidade de vida.

Segundo o SNS24, o problema ocorre quando o coração perde a eficiência para bombear sangue em quantidade suficiente para atender às necessidades do organismo — ou quando apresenta dificuldade para relaxar e receber o sangue adequadamente.

Como consequência, órgãos e tecidos podem ficar sem o suprimento ideal de oxigênio e nutrientes.

Classificação e Principais Sintomas

A doença costuma ser categorizada conforme a Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE), índice obtido por exames de imagem que mede a capacidade de impulsão sanguínea:

Fração reduzida: Abaixo de 40%, indicando comprometimento severo da função de bombeamento;

Fração intermediária: Índices entre 40% e 49%;

Fração preservada: O coração mantém a força de bombeamento, mas sofre para relaxar e se preencher corretamente.

Entre os sinais de alerta que merecem investigação médica estão:

– Cansaço intenso e fadiga generalizada;
– Falta de ar (que pode piorar ao deitar, fazendo o paciente precisar de mais travesseiros para dormir);
– Inchaço nas pernas, pés ou abdômen;
– Palpitações frequentes, tonturas e desmaios;
– Aumento da vontade de urinar à noite e ganho de peso inexplicável.

Fatores de Risco e Tratamento

Histórico de doenças nas artérias coronárias, infarto prévio e hipertensão lideram os principais fatores de risco.

Outros elementos agravantes incluem colesterol alto, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e alterações genéticas.

O tratamento é individualizado e pautado na gravidade do quadro. Ele geralmente envolve mudanças no estilo de vida — como reeducação alimentar, prática orientada de exercícios e cessação do tabagismo —, além do uso rigoroso de medicamentos.

Em quadros mais complexos, podem ser indicados procedimentos como cateterismo, implantação de dispositivos ou, em última análise, o transplante cardíaco.

Fonte: Notícias ao Minuto


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