Setembro Vermelho alerta para doenças cardíacas silenciosas em cães e gatos

  • Nene Sanches
  • Publicado em 19 de setembro de 2026 às 20:00
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Especialista do AmarVet’s Hospital Veterinário explica sinais de alerta, principais doenças e a importância dos exames preventivos

Nem sempre alterações cardíacas em cães e gatos apresentam sintomas logo no início. Por isso, o Setembro Vermelho reforça a importância do acompanhamento veterinário e da realização de exames periódicos para identificar possíveis problemas precocemente.

Segundo Stéfani Schmitt, especialista em Cardiologia Veterinária do AmarVet’s Hospital Veterinário, a detecção antecipada pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e a resposta aos tratamentos indicados.

“Algumas doenças são silenciosas e podem passar despercebidas por um bom tempo. Muitas vezes, cães e gatos não manifestam nenhum sintoma e as doenças são diagnosticadas em exames periódicos”, explica.

Perceba alguns sinais

Entre os sinais que merecem atenção estão dificuldade para respirar, língua ou mucosas arroxeadas, cansaço durante atividades, respiração acelerada em repouso e desmaios. Algumas raças também apresentam maior predisposição.

Em cães, por exemplo, doenças da válvula mitral são frequentes em animais de pequeno porte e idosos, enquanto o Dobermann pode apresentar maior risco de cardiomiopatia dilatada. Já os gatos podem desenvolver cardiomiopatia hipertrófica, observada com maior frequência em raças como Maine Coon.

A prevenção inclui alimentação adequada, controle do peso e consultas regulares. Em regiões litorâneas, também é importante atenção à dirofilariose, doença transmitida por mosquitos.

Exames frequentes

A frequência das avaliações varia conforme a idade, histórico e predisposição do animal. Enquanto o acompanhamento anual pode ser indicado para muitos pets, algumas raças ou pacientes podem precisar de consultas semestrais.

Entre os exames utilizados estão o ecocardiograma, eletrocardiograma e Holter, além de métodos mais específicos quando necessários.

“O diagnóstico depende da avaliação individual de cada animal. A avaliação do médico-veterinário é fundamental para definir quais exames são realmente necessários”, finaliza Stéfani Schmitt.


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