Veja sete dicas para manter a libido durante o uso de antidepressivos

  • Joao Batista Freitas
  • Publicado em 29 de agosto de 2026 às 19:00
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Remédios psiquiátricos podem alterar o apetite sexual durante o tratamento, mas existem estratégias para driblar o problema

Os jovens aparentemente estão tendo menos atividade sexual. De acordo com uma pesquisa da San Diego State University, os integrantes da geração X têm cerca de dez parceiros sexuais ao longo da vida, enquanto os membros da geração Z mantêm média de cinco parceiros.

As causas, segundo especialistas, estão majoritariamente ligadas à vida online dos jovens — acesso a pornografia, individualismo e isolamento social, por exemplo.

Há, contudo, um fator farmacológico relevante na equação: a alta do consumo de remédios psiquiátricos. Parte dessas drogas contribui, de múltiplas maneiras, para o desinteresse sexual.

Um dos efeitos colaterais é o que os médicos chamam de anorgasmia, dificuldade persistente ou incapacidade de atingir o orgasmo.

Dificuldades colaterais

Remédios como sertralina, fluoxetina e escitalopram favorecem a anorgasmia. O motivo está relacionado ao papel da serotonina no cérebro: esses medicamentos aumentam a disponibilidade do neurotransmissor, o que ajuda a tratar depressão e ansiedade.

O aumento da serotonina, porém, também pode reduzir a intensidade da excitação sexual e dificultar a chegada ao orgasmo.

De acordo com o psiquiatra Luciano Vianelli, do Hospital Vera Cruz, são várias as causas que reduzem a atividade sexual durante o uso de antidepressivos, ansiolíticos e outras drogas psicoativas.

Ele afirma que a perda de libido, o desinteresse geral pelo sexo, é um dos efeitos colaterais mais comuns entre os pacientes, afetando 40% dos usuários de antidepressivos, por exemplo.

“Há perda do desejo, falta de lubrificação, anorgasmia, dificuldade de ereção e retardo da ejaculação —os dois últimos, nos homens. O mecanismo que leva a essas causas é muito complexo, mas geralmente está ligado ao bloqueio de neurotransmissores”, afirma.

Como voltar a ter libido

1. Não suspenda o medicamento

Suspender o tratamento nunca é a saída indicada pelos médicos. Especialistas alertam que interromper a medicação piora o quadro depressivo. Com isso, a falta de desejo sexual pode virar crônica.

2. Descubra a causa real

É vital investigar o problema de uma forma bastante abrangente. Médicos ressaltam que o estresse diário também prejudica o desejo. Um endocrinologista deve investigar possíveis desequilíbrios hormonais associados ao quadro.

3. Ajuste a dosagem com o médico

Uma simples redução da dose diária já melhora o desempenho. Existem remédios que agem como antídotos para esses efeitos colaterais. Profissionais citam outras formulações como excelentes opções de uso clínico.

Médicos explicam que algumas medicações atuais não interferem na libido. Toda troca deve ser avaliada diretamente pelo seu psiquiatra responsável.

4. Mantenha bons hábitos de vida

Dormir bem e comer com qualidade ajuda a reduzir os sintomas. A atividade física regular aumenta a produção da nossa testosterona. Isso traz uma resposta sexual muito melhor durante as relações.

5. Considere fazer sessões de terapia

Questões difíceis no trabalho afetam diretamente a vida sexual do paciente. O desinteresse pode vir de um grave problema conjugal totalmente ignorado. Relatar os sintomas a um psicólogo é uma ótima saída.

6. Reduza urgentemente o tempo de tela

Profissionais avaliam que a dependência online prejudica muito o desejo. O consumo excessivo de pornografia substitui rapidamente a nossa vida real. Isso transfere o foco do prazer apenas para o estímulo visual.

7. Relaxe e aproveite mais a intimidade

A relação sexual deve acontecer com total conexão afetiva entre o casal. De acordo com notícia do portal Terra, A cobrança exaustiva pela performance perfeita precisa ser deixada de lado. Beijos e preliminares longas reduzem bastante a ansiedade do momento.


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