Afinal, cachorro tem depressão? Saiba como identificar o problema nos cães

  • Nina Ribeiro
  • Publicado em 28 de junho de 2026 às 07:30
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Assim como os humanos, os cães também podem sofrer com a tristeza profunda

Diferente dos humanos, os cães não entram em depressão por preocupações com o futuro ou traumas complexos de pensamento (Foto Arquivo)

 

Os cães são conhecidos por sua alegria contagiante, rabos abanando e energia para brincar a qualquer hora do dia.

No entanto, quem tem um pet em casa sabe que eles são seres extremamente sensíveis e conectados com as nossas emoções.

Diante disso, surge uma dúvida muito comum entre os tutores: afinal, cachorro tem depressão?

A resposta da ciência e da veterinária é sim. A depressão canina é uma realidade e pode afetar cães de todas as idades e raças.

O problema não deve ser negligenciado, pois impacta diretamente o bem-estar e a saúde física do animal.

Quais são as causas da depressão canina?

Diferente dos humanos, os cães não entram em depressão por preocupações com o futuro ou traumas complexos de pensamento.

A depressão neles está quase sempre atrelada a mudanças drásticas na rotina ou à perda de vínculos afetivos. As causas mais frequentes incluem:

Ausência prolongada do tutor: Ficar muitas horas sozinho em ambientes pequenos pode gerar ansiedade de separação e evoluir para depressão.

Morte de um membro da família: Seja o tutor ou outro animal de estimação que vivia na mesma casa.

Mudanças bruscas: Mudar de casa, a chegada de um bebê ou de um novo pet podem deixar o cão desorientado e triste.

Falta de estímulos: Cães que não passeiam, não brincam e não gastam energia tendem a adoecer mentalmente.

Sinais de alerta: como identificar o problema?

Os cachorros não falam, mas o corpo e o comportamento deles emitem sinais claros quando algo não vai bem. Fique muito atento se o seu pet apresentar os seguintes sintomas por vários dias seguidos:

Isolamento social: O cão passa a ignorar as pessoas da casa, não corre para a porta quando você chega e prefere ficar escondido em cantos escuros.

Perda de apetite: Ele recusa a ração e até mesmo os petiscos que antes adorava, o que pode levar à perda de peso rápida.

Apatia e falta de interesse: O pet não demonstra felicidade ao ver a guia de passeio, não brinca com seus brinquedos favoritos e passa o dia inteiro deitado.

Lambedura excessiva: Lamber as patas ou o corpo obsessivamente a ponto de causar feridas é um sinal clássico de estresse crônico e depressão.

Mudança no olhar: Olhar tristonho, caído e sonolento mesmo após ter dormido a noite toda.

Como ajudar o seu pet a dar a volta por cima?

Se você desconfia que o seu cachorro está deprimido, o primeiro passo fundamental é levá-lo ao médico veterinário.

Muitas doenças físicas graves provocam apatia e falta de apetite, e elas precisam ser descartadas antes do diagnóstico psicológico.

Com a saúde física em dia, a cura para a depressão canina exige paciência e amor. Aumente o tempo de qualidade com o seu pet. Faça passeios diários para que ele sinta novos cheiros e socialize.

Invista no enriquecimento ambiental, espalhando brinquedos interativos com petiscos pela casa para mantê-lo ocupado enquanto você estiver fora.

Evite mimar em excesso o comportamento triste para não reforçá-lo, mas ofereça muito carinho quando ele demonstrar o mínimo sinal de reação.

Em casos mais graves, o veterinário pode recomendar terapeutas comportamentais ou até medicamentos específicos para devolver a alegria ao seu fiel companheiro!

Fonte: Alto Astral


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