Perfume em cães e gatos: conheça os cuidados para não agredir a saúde dos pets

  • Nene Sanches
  • Publicado em 10 de agosto de 2026 às 20:00
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Aplicação de perfume e essências em cães e gatos provoca sobrecarga sensorial e pode mascarar doenças; veja o que diz uma veterinária

O hábito de aplicar perfume e cosméticos com cheiro em animais de estimação pode comprometer gravemente a saúde respiratória e a comunicação dos pets.

A veterinária Fernanda Maris explica que por terem milhões de receptores olfativos, cães e gatos percebem os aromas sintéticos de forma intensa, o que resulta em sobrecarga sensorial e até perda da própria identidade em relação a outros animais.

O uso de perfume agride o olfato apurado dos cães e gatos, causando desconforto e confusão mental. E mais: pode alterar a identidade do pet e causar brigas com outros animais da casa.

Cosméticos e perfumes com cheiro provocam vermelhidão na pele, coceira, dificuldade respiratória e apatia.

Intoxicação

Aromas de lavanda, pinho e cítricos podem intoxicar felinos, já que eles não metabolizam esses compostos. Shampoos infantis e produtos para humanos não devem ser usados, porque o pH da pele dos tutores é diferente da pele dos pets.

Aroma forte deve ser sinal de alerta, já que odores intensos indicam desequilíbrio na pele e proliferação de bactérias, devendo ser investigados por um veterinário.

Cuidado com os perfumes usados em cães e gatos

Os impactos do perfume na comunicação e no olfato dos pets:

Desde o nascimento, o olfato sensível é o principal guia de interação dos animais com o ambiente. A introdução de fragrâncias artificiais altera a referência olfativa do animal, prejudicando o reconhecimento entre os bichos e provocando estranhamento ou briga entre eles após o banho.

O uso dessas substâncias sintéticas é incompatível com o metabolismo animal. Ao tentar cobrir o aroma natural da pele, o tutor impede que o bicho se identifique e mantenha uma convivência tranquila com os companheiros da casa.

A alteração do cheiro natural gera transtornos diretos no comportamento social dos cães e gatos. A veterinária Fernanda Maris ressalta a relevância do sentido para os bichos ao pontuar que “o olfato é o sentido principal para eles”.

Perfume, extratos de plantas e cosméticos para humanos agridem a pele e o sistema respiratório dos bichos, podendo desencadear quadros de intoxicação

Irritações, alergias e os perigos do perfume natural em felinos

A aplicação de produtos perfumados gera reações de intolerância na pele, nos olhos e no sistema respiratório. Os sinais de desconforto variam de vermelhidão e coceira excessiva nos móveis até falta de ar, exigindo atenção do tutor para reações imediatas ou tardias.

Óleos essenciais e aromas naturais de cítricos, pinho ou lavanda também representam perigo real, especialmente para os gatos, que não sintetizam ou metabolizam essas substâncias. A aspiração ou contato com essas essências pode causar sérios quadros de intoxicação.

Produtos humanos ou de higiene infantil não devem ser aplicados, pois o pH da pele humana difere do tecido dos animais.

A veterinária explicar que “o pet pode apresentar uma leve dificuldade para respirar e tornar-se mais apático ou reservado”.

Odores desagradáveis são sinais de alteração na microbiota cutânea e exigem tratamento específico com itens veterinários, sem o uso de perfume para ocultar o sintoma

Perfume mascara cheiro forte

O surgimento de um odor forte ou rançoso não deve ser mascarado com aromas sintéticos, pois geralmente sinaliza um desequilíbrio na microbiota cutânea e na produção de sebo do pet. Bactérias e leveduras se multiplicam no excesso de óleo, exigindo avaliação médica para tratar a causa dermatológica.

Em caso de contato acidental com substâncias perfumadas, a área afetada deve ser lavada imediatamente com água, evitando a absorção pela pele.

Se a exposição for inalatória, o bicho precisa ser levado para um local arejado e ser avaliado por um profissional.

De acordo com uma notícia do portal Metrópoles, para garantir a higienização sem riscos, o tutor deve escolher itens veterinários registrados e específicos para cada espécie, lembrando que qualquer substância com cheiro deve ser evitada, pois incomoda o olfato do pet.

A professora de medicina veterinária do Centro Universitário Braz Cubas Fernanda Maris orienta o olhar clínico para o problema de pele ao frisar que “frequentemente, o problema está relacionado a um desequilíbrio das bactérias da pele e das glândulas sebáceas.”


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